Filhos de Gandhy estendem “tapete branco” do Pelourinho ao Campo grande

Gilberto Gil estava na largada do desfilhe do bloco, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Gilberto Gil estava na largada do desfilhe do bloco, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.

Neste domingo (26), o “tapete branco” do afoxé Filhos de Gandhy invadiu as ruas do Centro Histórico de Salvador para pedir paz e proteção para os três dias em que o bloco desfila no Carnaval de Salvador. A passagem do afoxé é um dos momentos mais esperados da festa momesca, marcado por rituais, como o banho de milho branco, e pelos cânticos ritmados pelo Ijexa, quando os foliões pedem proteção aos orixás.

Após a concentração no Pelourinho, às 15h, o afoxé iniciou o cortejo no domingo, às 15h30, no contrafluxo do Circuito Osmar (Centro), a partir da Praça Castro Alves. Na segunda-feira (27), às 15h, tem mais desfile, desta vez no Circuito Dodô (Barra-Ondina). No último dia oficial de folia (28), novamente às 15h, a entidade volta a desfilar no contrafluxo. O bloco conta com 80 percussionistas entre chão e trio e três mil associados.

Com 68 anos de carnaval, o afoxé Filhos de Gandhy desfila com o tema “Diáspora Africana – A travessia não me abateu… Tornou-me forte!!”. O objetivo é mostrar que, mesmo diante das dificuldades enfrentadas, o povo negro conseguiu conquistar coisas positivas. “O destaque do bloco é essa essência masculina que foi mantida. Esse ano, esperamos um Carnaval de muita paz”, disse o vice-presidente do bloco, Chico Lima.

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