Fachin rejeita pedidos de Lula, Aécio, Dirceu, Gim e Cunha na Lava Jato

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, rejeitou diversos pedidos apresentados políticos em processos relacionados às investigações. Fachin rejeitou, por exemplo, pedidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para ter acesso a delações premiadas que ainda estão sob sigilo.

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF)  e relator da Lava Jato  (Foto: José Cruz/Agência Brasil )
Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Lava Jato (Foto: José Cruz/Agência Brasil )

O ministro também rejeitou pedidos de liberdade do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), além de um pedido de transferência do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O ex-presidente queria acesso à delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa, cujo acordo ainda não foi homologado pelo STF. A colaboração foi enviada à Corte no ano passado, mas o então relator, ministro Teori Zavascki, que morreu em janeiro, pediu ajustes ao Ministério Público.

Em nota, a defesa de Lula disse que fez o pedido porque o MP faz referência à delação em denúncias apresentadas contra o ex-presidente, mas sem inseri-la na peça.

“Já foram colhidos o depoimento de 65 testemunhas até o momento, incluindo o de Correa, e nenhuma delas afirmou qualquer fato que pudesse vincular Lula a qualquer ato ilícito no âmbito da Petrobras ou a propriedade de um imóvel no Guarujá”, diz o advogado Cristiano Zanin.

Aécio Neves queria acesso às delações premiadas de Benedicto Júnior, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e de Sérgio Neves, diretor da Odebrecht em Minas. Fachin, porém, negou sob o argumento de que o conteúdo ainda é sigiloso e só pode ser acessado quando o segredo dor extinto no STF.

Quanto aos demais pedidos de liberdade e transferência, Fachin rejeitou as ações por razões processuais. Para o ministro, os pedidos ainda devem esgotar as instâncias inferiores para chegar ao STF.

Fonte: Portal G1/Renan Ramalho

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