Mulher incendiou casa com bebê por vingança, segundo a polícia.

Ana Cristina não esboçou arrependimento pelo incêndio. (Foto: SSP/Divulgação)
Ana Cristina não esboçou arrependimento pelo incêndio. (Foto: SSP/Divulgação)

Vingança. Esse foi o motivo que levou a doméstica Ana Cristina Menezes Lima, de 48 anos, mãe de 14 filhos, a atear fogo em sua casa provocando a morte do enteado, Gabriel Santos do Rosário Bonfim, de um ano de idade. Ela foi apresentada à imprensa, na manhã desta sexta-feira (27), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba.

O crime ocorreu depois de uma briga entre Ana Cristina e a mãe da criança, Maraísa dos Santos Rosário, 31, com quem se relacionava há sete anos. Depois de ser agredida pela companheira e ameaçada de morte, Maraísa prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), o que despertou a ira de Cristina.

De acordo com a delegada Pilly Dantas, titular da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), responsável pela investigação, Ana Cristina destruiu o boletim de ocorrência, tirou a criança dos braços da mãe, trancou-se em casa e iniciou o incêndio. Ao perceber o ocorrido, populares passaram a agredir Ana Cristina.

A situação foi contida por policiais da 18ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Periperi), que socorreram a mulher para o Hospital do Subúrbio (HS), segundo informou o capitão PM Cledson. Quando a guarnição de bombeiros militares chegou ao local não havia mais focos de incêndio, já que os vizinhos conseguiram debelar as chamas.

“Ao iniciar a busca na residência, percebemos que havia o corpo de uma criança carbonizado no meio do quarto, olhamos outros cômodos, mas não encontramos outras vítimas. O local, que estava muito quente e tinha muita fumaça, foi isolado e a guarnição da PM ficou para preservar”, informou o tenente BPM André Matos, do Corpo de Bombeiros Militares de Lauro de Freitas.

Ana Cristina foi autuada por homicídio e encaminhada ao sistema prisional. Ela já tem passagem por tráfico de drogas e cumpriu pena de quatro anos pelo assassinato de Edite Santana Souza, em 2009.

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