Rapaz mata mulher e dorme dois dias ao lado do cadáver em Medeiros Neto

Leanatan Borges, de 27 anos, confessou o crime à polícia (Foto: Sessé Guimmas / Medeiros Dia Dia/Reprodução)
Leanatan Borges, de 27 anos, confessou o crime à polícia (Foto: Sessé Guimmas / Medeiros Dia Dia/Reprodução)

A Polícia do município de Madeiros Neto, no extremo sul da Bahia, anunciou a prisão de um rapaz de 27 anos, Leanatan Borges Silva, acusado de assassinar a companheira Maria Vera Silva Rocha, a “Pituxinha”, 49 anos, crime ocorrido na madrugada da última segunda feira (2), na casa onde os dois residiam, localizada à Rua do Pescador, Bairro Aparecida, periferia da cidade. A polícia acha que Leanatan tenha ficado ao menos dois dias na residência com a mulher morta sobre a cama.

O corpo da vítima foi encontrado por vizinhos, na manhã desta quarta-feira (4), na cama do casal, em estado avançado de decomposição. Na terça-feira, dia 3 de janeiro, vizinhos perguntaram Leanatan pelo paradeiro da esposa, quando o mesmo relatara que a mesma estava doente. Já na manhã desta quarta-feira (4), Leanatan, mais conhecido por “Natan”, contou para alguns amigos que a companheira havia morrido e desapareceu de Medeiros Neto.

A partir dessa informação a polícia passou a trabalhar no caso, objetivando localizar e prender o suspeito. Ouvida pelo delegado Jorge Nascimento, uma irmã da vítima disse que “Natan” já havia ameaçado “Pituxinha” de morte e a família deu as características do suspeito. A autoria do crime foi descoberta por volta das 11h e às 16h30, Leanatan Borges Silva, de 22 anos, foi preso nas imediações do distrito de Santa Luzia do Norte, ma conhecido por Patioba, interior de Medeiros Neto.

Em depoimento ao delegado Jorge Nascimento, Leanatan confessou o crime e disse que demorou para perceber que a mulher estava morta. Ele disse em depoimento que estava em um bar com a esposa, quando começou a ser xingado por ela e levou um tapa no rosto. Ao chegar em casa, as agressões teriam continuado e o jovem alegou que reagiu. Ele disse que sua companheira era usuária de drogas e que discutiu com ela sobre o vício, quando os ânimos teriam se exaltado e ele, em posse de uma arma, que disse não lembrar-se, golpeou Maria Vera Silva Rocha principalmente na região do pescoço.

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