Audiência Pública debate sobre situação dos portadores de Lúpus na Bahia

A Audiência Pública reuniu profissionais de saúde, parlamentares e, especialmente, os pacientes da doença.
A Audiência Pública reuniu profissionais de saúde, parlamentares e, especialmente, os pacientes da doença.

Um amplo debate sobre a situação do lúpus na Bahia foi o que o vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual José de Arimateia (PRB-BA), realizou ontem (13), no Parlamento Baiano. A Audiência Pública reuniu mais de duzentas pessoas, entre profissionais de saúde, parlamentares e, especialmente, os pacientes da doença autoimune, que pode afetar principalmente pele, articulações, rins, cérebro, mas também todos os demais órgãos. A patologia já registra três mil portadores na Bahia e 1500 somente em Salvador.

O proponente da cerimônia, responsável em trazer o assunto pela terceira vez na Casa, opinou que a situação dos portadores do lúpus na Bahia ainda exige algumas observações e discussões intensas. “Acabo de ter a informação de que contamos somente com 69 reumatologistas no estado para atender 417 municípios. Isso é, no mínimo, grave. Não podemos ficar dispersos. Cabe o maior envolvimento de autoridades e profissionais de saúde em torno do tema”, ressaltou Arimateia que, como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde e Institutos de Pesquisas Afins na Bahia, irá fazer vários encaminhamentos para os órgãos responsáveis em prol dos pacientes.

Portadora da doença e presidente do Lúpicos Organizados da Bahia (Loba), Jacira Conceição, 60 anos, contou que os sintomas do lúpus se assemelham com outras enfermidades, algo apontado como entrave no diagnóstico preciso. Durante a Audiência, ela pontuou uma série de reinvindicações, especialmente o passe livre, o protetor solar, além do “Maio Roxo”, para chamar atenção da população sobre o Dia Internacional de Conscientização, Orientação e Mobilização sobre o Lúpus. “Somente aos 40 anos, descobri o lúpus e fiquei paralisada em cima de uma cama. A comunidade baiana e os próprios profissionais de saúde precisam conhecer melhor a doença”, disse Jacira que, desde de 2004, fundou a Loba na Bahia.

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