Polícia Militar da Bahia já ensaia greve e mantém a “Operação Tartaruga”

A greve da PM de 2012 foi liderada pelo Soldado Prisco. e atingiu todas as regiões da Bahia. Durou 12 dias e foi decretada justamente em um 31 de janeiro.
A greve da PM de 2012 foi liderada pelo Soldado Prisco e atingiu todas as regiões da Bahia. Durou 12 dias e foi decretada justamente em um 31 de janeiro, mesma data para a próxima assembleia da categoria. (Foto: Imagem de Arquivo da Greve da PM em 2012)

Em assembleia nesta terça-feira (6), a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), decidiu manter até o dia 31 de janeiro o Movimento Polícia Legal, iniciado na noite da última sexta-feira (2). Mas se o governo não sinalizar com uma melhoria salarial para a categoria, no dia 31 eles poderão decretar paralisação geral.

Vale lembrar que a greve da Polícia Militar da Bahia de 2012 foi decretada justamente em um 31 de janeiro. Durou 12 dias e foi a maior em toda a história da corporação. Em todas as regiões da Bahia, houve mudanças na rotina dos moradores, com o fechamento de escolas, universidades, fóruns e outros órgãos públicos. Na paralisação de 2012, o então governador Jaques Wagner foi muito criticado por não ter negociado com a categoria. A greve causou enormes prejuízos em todos os níveis ao Estado.

Agora, os policiais militares já estão ensaiando o grito que ficou famoso em 2012: “Ô…a PM parou”.

Na última sexta-feira, a Secretaria de Secretaria de Segurança Pública divulgou nota pública informando que todas as unidades da Polícia Militar estavam funcionando sem qualquer restrição. Mas é claro que a categoria já adotou o estado de greve.

Operação Tartaruga – O movimento atual decretado pela PM da Bahia está sendo chamado de “Operação Tartaruga”. Os policiais pretendem diminuir o ritmo das operações, realizando o policiamento apenas com as regras legais pré-estabelecidas para o exercício seguro da atividade.

Assim, os policias trabalharão apenas com viaturas padronizadas, dentro da velocidade permitida, com documentação regularizada, pneus em bom estado de qualidade, extintores e coletes dentro do prazo de validade.

“Além disso, em determinados locais, que são muito violentos, é necessário ter entre três e quatro policiais na viatura para poder preservar a vida deles. A maioria das viaturas está no tipo A, com apenas dois policiais, porque o governo não contrata e coloca nossa vida em risco”, disse o diretor da Aspra, o soldado Marco Prisco.

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