Delatado pela Odebrecht, Wagner quer assegurar logo seu foro privilegiado.

REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

O ex-governador e ex-ministro do governo Dilma, Jaques Wagner, deve mesmo assumir a secretaria estadual de Relações Institucionais. Vai tomar o lugar do deputado federal licenciado Josias Gomes, segundo notícias que circulam no meio político.

Na delação da Odebrecht, Wagner aparece com o condinome "Opaió", segundo informa O Antagonista. (Foto: Arquivo/JM)
Na delação da Odebrecht, Wagner aparece com o condinome “Opaió”, segundo informa O Antagonista. (Foto: Arquivo/JM)

Dizem que a pressão ao governador Rui Costa para assegurar um cargo no primeiro escalão a Wagner parte dos petistas e do próprio ex-governador, interessado em garantir foro privilegiado. Delatado por Nestor Cerveró, que o acusou de receber propina da Petrobras para a sua campanha de 2006 ao Governo da Bahia, o processo do ex-governador da Bahia encontra-se desde junho com o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. E uma decisão do juiz pode sair a qualquer momento.

Ontem, o blog O Antagonista, divulgou com exclusividade que a empreiteira Odebrecht delatou Jaques Wagner por cobrar propina em troca da redução da carga tributária sobre a nafta na Bahia.

Nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que para a Lava Jato era o “Departamento de Propina” da construtora, Wagner aparece com o codinome “Opaió”.

Segundo ainda o Antagonista, o acordo da Odebrecht com Wagner começou a ser negociado em 2008 e só saiu após acerto sobre o repasse do dinheiro ao então governador petista, que baixou de 11,75% para 5,5% o ICMS sobre o produto (a nafta).

”A medida beneficiou a Braskem – sociedade da Odebrecht com a Petrobras -, que prometeu investir no estado entre R$ 640 milhões e R$ 1 bilhão. Na delação, consta que Wagner recebeu sua parte por meio do Setor de Operações Estruturadas”, informa O Antagonista.

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