Wagner se concentra em sua defesa na Lava Jato; Sérgio Moro assusta.

Preocupação com o juiz Sérgio Moro tem tirado o sono de Wagner. (Foto: Reprodução)
Preocupação com o juiz Sérgio Moro tem tirado o sono de Wagner. (Foto: Reprodução)
OO ex-governador da Bahia e ex-ministro Jaques Wagner está cuidando com afinco da sua defesa na Lava Jato. Seu processo está agora com o juiz Sérgio Moro. Foi encaminhado pelo STF depois que Wagner perdeu o foro privilegiado.

Apesar do afastamento de Dilma Rousseff da presidência, Wagner cumpre quarentena e vai continuar recebendo seu salário integral nos próximos seis meses. Cerca de R$ 36 mil na conta todo mês, sem trabalhar.

A defesa do ex-governador da Bahia não queria que ele fosse julgado pelo juiz da Lava Jato Sérgio Moro. Chegou a pedir que uma investigação contra o petista, remetida à 13ª Vara Federal de Curitiba, fosse redirecionada à Justiça Federal da Bahia.

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Mas na última terça-feira (14), o STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou o assunto ao enviar para Sergio Moro os processos que envolvem na Lava Jato Jaques Wagner e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. Na mesma leva foram enviados a Moro os processos dos ex-ministros Edinho Silva e Ideli Salvatti. Eles foram citados por delatores mas como foram afastados do governo, com o avanço no Senado do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, não precisam mais ser investigados no Supremo.

Segundo a delação de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, a campanha do então candidato Jaques Wagner (PT) ao governo da Bahia em 2006 foi beneficiada com recursos desviados da Petrobras. Cerveró disse que o apoio financeiro dado por José Sergio Gabrielli, na época presidente da Petrobras, foi o que permitiu Wagner sair da condição de azarão para vencer a eleição. Gabrielli, ainda de acordo com Cerveró, só alcançou o comando da estatal porque teve o apoio de Wagner.

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