Sindicato denuncia mordomia concedida a presos por secretário Nestor Duarte

Além do excesso de visitas, há também o excesso de materiais destinado aos presos, inclusive alimentos e eletroeletrônicos que, por ordens da SEAP, devem ser permitidos aos "companheiros do partido".
Além do excesso de visitas, há também o excesso de materiais destinado aos presos, inclusive alimentos e eletroeletrônicos que, por ordens da SEAP, devem ser permitidos aos “companheiros do partido”.

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (17), o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia denunciou ao Ministério Público (MP) as regalias concedidas pelo secretário Nestor Duarte a “presos ilustres” que encontram-se custodiados no Centro de Observação Penal (COP), onde atualmente é uma unidade de trânsito.

Os detentos presos pela Polícia Federal na cidade de Riacho de Santana, entre eles o prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro (PDT), o seu chefe de gabinete e um vereador da cidade, estão recebendo tratamento vip, denuncia o sindicato.

Os agentes penitenciários reclamam que, por determinação dos superiores, os detentos permanecem naquela unidade de forma irregular, ”pois é uma unidade de trânsito, denominada “porta de entrada”, que após o cadastro e inspeção médica e psicológica” os presos devem ser distribuídos para unidades prisionais. “Mas isso não ocorreu com esses ilustres e, além disso, eles têm recebido visitas diuturnamente, prejudicando as demais atividades dos agentes, ”haja vista que naquela unidade entram diariamente mais de 60 presos, e o processo de cadastro e triagem tem que ser feito”.

“O lugar parece uma casa legislativa pelo entra e sai de políticos, inclusive deputado Federal”, reclama a nota do sindicato.

Os agentes denunciam também que, além do excesso de visitas, há também o excesso de materiais, inclusive alimentos e eletroeletrônicos que, por ordens da SEAP, devem ser permitidos aos “companheiros do partido”. Políticos, familiares, oficiais da Polícia Militar e colegas de partido não param de chegar, isso tem trazido vários transtornos. “O Superintendência criou uma função laborativa denominada “faxina cultural” para justificar a permanência destes criminosos fora do cárcere. Essa função jamais existiu no Sistema Prisional baiano, disseram os agentes.

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