Pacientes com glaucoma recebem atendimento especializado no Roberto Santos

Apesar de não ter cura,    o acompanhamento pode estabilizar o glaucoma e por isso é importante detectar o problema precocemente. (Foto:  Pedro Moraes)
Apesar de não ter cura, o acompanhamento pode estabilizar o glaucoma e por isso é importante detectar o problema precocemente. (Foto: Pedro Moraes)

Fazer exames para identificar o glaucoma, doença que pode levar à cegueira e não apresenta sintomas, e, se for necessário, tratar-se para garantir a visão. Esta é uma possibilidade oferecida pelo Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, de forma gratuita.

O casal Ruy Dias, 71 anos, e Ana Mayre Oliveira, 64, realiza o tratamento contra a doença há quatro anos no hospital. Nesta quinta-feira (2), os dois passaram por mais uma consulta com a oftalmologista Vânia Correa, que foi residente na unidade e há oito anos é uma das quatro integrantes da equipe.

Ana leva o tratamento adiante para não perder a visão. “Já usei todos os métodos possíveis, mas a doutora Vânia disse que a doença está avançando e vou ter que fazer a cirurgia”. De acordo com Ruy Dias, neste período em que fazem tratamento no Roberto Santos, o atendimento só melhorou. “Quando nós começamos, não tinha esse anexo, e o tratamento já era bom. A gente vem de seis em seis meses fazer o acompanhamento. Com essa ala nova, o atendimento, que já era 9,9, agora está dez”.

Vânia Correa explica que o glaucoma atinge 300 mil pessoas na Bahia e 70 milhões em todo mundo. A doença provoca o aumento da pressão ocular e a alteração do nervo ótico e do campo visual. “É uma doença que no início não tem sintomas. Então, o paciente precisa fazer exames periódicos. Todos podem desenvolver, mas é mais comum após os 40 anos, em afrodescendentes e naquelas pessoas que apresentam outros casos na família”. Segundo ela, o exame é simples e fácil. “A consulta básica oftalmológica já é capaz de levantar uma suspeita, porque mede a pressão ocular e faz o exame de fundo de olho”.

Tratamento – Apesar de não ter cura, a oftalmologista ressalta que o acompanhamento pode estabilizar o glaucoma e por isso é importante detectar o problema precocemente. “O principal tratamento é com colírio e, se não conseguimos controlar com o medicamento, vamos pensar em laser ou em cirurgia. Os colírios são disponibilizados pelo SUS, o paciente pode se cadastrar para recebê-los gratuitamente nas clínicas especializadas”.

Vânia Correa informa que o paciente deve passar primeiro por uma consulta de rotina com um oftalmologista generalista. “Depois, se houver a suspeita, ele será encaminhado para o setor de glaucoma, para exames mais específicos e aprofundados. A partir disso, se houver realmente o glaucoma, [ele] vai receber o tratamento adequado e ser encaminhado para a clínica onde pode adquirir o colírio”.

A médica lembra ainda que o Roberto Santos atende apenas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Para marcar uma consulta inicial no ambulatório geral oftalmológico, basta ter uma requisição, o cartão do SUS, identidade e comprovante de residência. O paciente vai fazer exame de pressão, de fundo de olho e receber a prescrição de óculos, se for necessário. Se for identificada a suspeita, ele será encaminhado para o especialista de glaucoma e receber o tratamento adequado”, explica Vânia.

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