Apesar dos cortes, Petrobras ainda é ”inchada”

A Petrobras  paga salários a 249 mil pessoas, das quais 84 mil são concursadas e 165 mil terceirizadas.
A Petrobras paga salários a 249 mil pessoas, das quais 84 mil são concursadas e 165 mil terceirizadas.

A gigante Saudi Aramco, da Arábia Saudita, a maior petrolífera do mundo, produz um de cada oito barris de petróleo do planeta, está avaliada em R$ 6,5 trilhões e tem 65 mil funcionários. A Petrobras, que nem chega perto da Aramco em produção de petróleo, está avaliada no mercado em cerca de R$ 60 bilhões, se tanto, e paga salários a 249 mil pessoas, das quais 84 mil são concursadas e 165 mil terceirizadas.

CABIDE DE PETRÓLEO
A Shell, a Exxon e a British Petroleum, outras gigantes do petróleo, empregam juntas 262.000 pessoas, 13 mil a menos que a Petrobras.

DESAFIO PELA FRENTE
Pedro Parente terá um baita desafio: a Petrobras opera 7 mil postos no mundo; a Shell tem 44 mil, mas lucra trinta vezes mais.

ASSIM NÃO DÁ
Mesmo depois cortar 30 mil funcionários e colocar mais 12 mil na fila da demissão voluntária, a Petrobras ainda tem 84 mil concursados.

INEFICIÊNCIA ESTATAL
Em 2014, antes do Petrolão, a Petrobras lucrou US$ 1 bilhão; a Shell, US$ 14 bilhões; a Exxon, US$ 32,5 bilhões e a BP, US$ 12,1 bilhões.(Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais)

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1 Comentário

  1. Assis Pereira

    O GOVERNO FEDERAL TEM QUE PAGAR ESSA CONTA.
    AS DELAÇÕES EM CURSO COMPROMETE A MAIORIA DOS POLITICOS DO GOVERNO E BASE ALIADA DE FORMA TAL QUE A CULPA E RESPONSABILDADE PELA CORRUPÇÃO GENERALIZADA NO BRASIL RECAI SOBRE O GOVERNO FEDERAL.
    https://www.linkedin.com/pulse/o-governo-federal-tem-que-pagar-essa-conta-jo%C3%A3o-batista-assis-pereira
    As ultimas gravações do Sérgio Machado que chegou a público nesses dias, delatando, um a um, seus companheiros de crime, constitui um estratégia montada para que, mais a frente, como num passo de mágica possa salvar-se da justiça federal de Curitiba pelos mesmos canais oblíquo da delação.
    As gravações do Sérgio Machado enfatizam ainda mais a emblemática delação que Pedro Correia acabara de conceder a Lava Jato. Consta na delação de Correia que os parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulo Roberto Costa na Petrobras.
    Para frear os avanços do PMDB nos negócios do PP na Estatal, um grupo de parlamentares desse partido foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da intromissão do PMDB. Foi quando o Lula, de acordo com o relato do Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande” e tinha de “atender os outros aliados, pois o orçamento” era “muito grande” e a diretoria era “capaz de atender todo mundo”. Os caciques do PP se conformaram quando Lula garantiu que “a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulo Roberto Costa”. Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula quando Presidente no esquema da Petrobras.
    Não resta dúvidas algumas que estamos diante de uma terrível constatação: se buscarmos inocentes nos políticos de nossa república, não vão salvar mais que meia dúzia desta casta.
    Nesta linha de raciocínio, não fica difícil de concluir que o Governo Federal, já corrompido em sua estrutura política interna, só tende a amplificar esta situação, quando necessita compor seu ministério e sua base de apoio, constituída quase que exclusivamente por elementos de um universo de políticos igualmente contaminado.
    É como dito nos rebuscados termos jurídico:
    “A mácula que amálgama o ato principal, flui incontinenti para o acessório sendo por ele contaminado. Eis que o Governo corrupto do Brasil na atualidade, não teria o condão de regenerar a casta de políticos no Brasil afora, já que ele próprio encontrar-se-ia igualmente contaminado.”

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