‘Rodando o Choro’ encerra temporada de visitas em Serrinha e Feira de Santana

Cinco músicos experientes formam o Grupo Patuscada - Elisa Goritzki (flauta), Dudu Reis (cavaquinho), Daniel Velloso (violão 7 cordas), Gel Barbosa (Sanfona) e Reinaldo Boaventura (pandeiro e percussão).
Cinco músicos experientes formam o Grupo Patuscada – Elisa Goritzki (flauta), Dudu Reis (cavaquinho), Daniel Velloso (violão 7 cordas), Gel Barbosa (Sanfona) e Reinaldo Boaventura (pandeiro e percussão).

Projeto que tem o objetivo desenvolver ações de valorização, formação e difusão do Chorinho, gênero musical brasileiro, ‘Rodando o Choro’ se apresenta nestas quinta e sexta-feira (26 e 27), na cidade de Serrinha, no nordeste baiano, e nos dias 2 e 3 de junho, em Feira de Santana, no centro norte. Em intercâmbio com a Filarmônica 30 de Junho (Serrinha) e 25 de Março (Feira de Santana), o Grupo Patuscada realiza apresentações musicais gratuitas. O projeto tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), mecanismo de fomento à cultura administrado pelas secretarias estaduais da Fazenda (Sefaz) e Cultura (Secult).

Na programação de encerramento em Serrinha estão previstas duas apresentações – uma na Capela de São Joaquim (Povoado de Mato Grosso), na quinta (26), às 17h30, e outra na Praça Luís Nogueira, no Centro, na sexta (27), no mesmo horário. Em Feira de Santana, as apresentações serão no Teatro Arena do Cuca (2), às 17h, e na Filarmônica 25 de Março (3), às 16h. No total, foram dez encontros da iniciativa, cinco em cada município, sendo Serrinha e Feira de Santana as últimas, tendo sido escolhidas por possuírem bandas filarmônicas centenárias, formato musical que historicamente vem contribuindo para a consolidação do choro no Brasil.

“O projeto aconteceu num momento muito propício, em que estávamos precisando qualificar nossos músicos, e o chorinho veio para promover uma experiência com esse ritmo brasileiro tanto para eles quanto para o público, que ficou maravilhado. Percebi que os jovens das plateias puderam ter uma vivência musical diferente do que estão acostumados”, disse o presidente da Filarmônica 30 de Junho, Isaac Álvaro da Silva.

O regente da filarmônica 25 de Março, Antônio Carlos Neves, ressalta que receber o Grupo de Choro Patuscada foi uma oportunidade preciosa. “São músicos experientes fazendo referência à nossa música brasileira e que respeitam a música e trabalham com seriedade. Nosso papel, além de social, é de preservação desse segmento musical que não tem espaço pela via comercial e midiática. Com o projeto, conseguimos oferecer outra visão de música e de mundo”.

À frente do projeto, o Grupo Patuscada ministrou as oficinas para os músicos das filarmônicas e conduziu as apresentações públicas interativas. “Estou muito feliz com o resultado do projeto, ver o brilho no olhar e a atenção de cada criança e de cada músico envolvido nas oficinas e rodas de choro foi muito recompensador, um sinal de que uma semente foi plantada e de que essa musica tão brasileira, nossa cultura e nossa identidade jamais irão morrer”, enfatiza Dudu Reis, músico do grupo.

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