Pânico fez Machado buscar acordo de delação

Sergio Machado foi presidindo a Transpetro por 11 anos. (Foto: Reprodução/Facebook)
Sergio Machado foi presidindo a Transpetro por 11 anos. (Foto: Reprodução/Facebook)

CLÁUDIO HUMBERTO

O ex-senador Sérgio Machado entrou em pânico e passou a tentar acordo de delação após os mandados de busca e apreensão em sua casa, em Fortaleza, no dia 15 de dezembro. A busca não repercutiu porque aquela fase da Lava Jato, a Operação Catilinárias, tinha alvo mais ilustre: ninguém menos que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cuja residência oficial foi vasculhada pela Polícia Federal.

CHÁ DE SUMIÇO
Após a busca em sua casa, Sérgio Machado mudou o número do celular e sumiu. Familiares diziam que ele estava morando no exterior.

ACORDO EM ANDAMENTO
Após três meses sumido, Sérgio Machado reapareceu procurando velhos amigos e “alvos”, entre os quais Jucá, Calheiros e Sarney.

SÉRGIO QUEM?
Indagado por que bancou Sergio Machado presidindo a Transpetro por 11 anos, Renan Calheiros desconversa. Só falta negar que o conhece.

XINGANDO JANOT
Sérgio Machado disse a Jucá que o Rodrigo Janot “é raivoso, rancoroso” e o define com uma expressão cearense: “Não vale um cibasol”, antigo comprimido barato, de efeito incerto, já descontinuado.

APARTAMENTO 171
Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho e provável “laranja” de Lula, como suspeitam os investigadores, comprou um belo apartamento duplex em Santos. Mas a Providência Divina, ironicamente, mexeu os pauzinhos na escolha do número do imóvel de luxo: 171.

PRIMEIRA CONVERSA
Quando teve a certeza de que seria divulgada a gravação do papo com Sérgio Machado, Romero Jucá teve uma longa conversa com o presidente Michel Temer, domingo à noite, no Palácio do Jaburu. (Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais).

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