Ministro Teori Zavascki amplia denúncias contra Lula no caso Ceveró

A denúncia contra Lula na Lava Jato diz que ele se juntou a Delcídio a José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo do ex-presidente; ao filho de Bumlai, Mauricio Bumlai, e atuaram para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.. (Foto: Reprodução/Vídeo/YouTube)
A denúncia contra Lula na Lava Jato diz que ele se juntou a Delcídio a José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo do ex-presidente; ao filho de Bumlai, Mauricio Bumlai, e atuaram para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.. (Foto: Reprodução/Vídeo/YouTube)

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (20) a inclusão de informações sobre o banqueiro André Esteves — passadas pelo ex-senador Delcídio do Amaral –, na denúncia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em delação premiada, Delcídio afirmou que Esteves “é um dos principais mantenedores do Instituto Lula” e que “isso se deve a Lula ter sido um grande ‘sponsor’ [patrocinador] dos negócios do [banco] BTG”.

A inclusão dessas informações foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou “estreito relacionamento” entre André Esteves e o Instituto Lula.

Janot considera que, embora as doações do banqueiro para o instituto não constituam crime, o contexto em que foram feitas é “extremamente relevante” para investigações em andamento sobre o ex-presidente, “especialmente a que trata de possível prática de crime de lavagem de dinheiro envolvendo o pagamento de suas palestras”.

Delcídio também disse em sua delação premiada que Lula se utilizou de relações pessoais com chefes de Estado, especialmente na África, para alavancar negócios, mas que “não tem conhecimento de que isso tenha ocorrido em favor do Banco BTG”.

Fonte: G1 Brasília/Renan Ramalho

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