Empresária acusa a Agerba de liberar outorga de R$ 5 milhões para a Internacional Marítima

Nem com os milhões despejados em um serviço explorado por uma empresa privada, o Governo da Bahia  consegue melhorar o Sistema Ferry-boat. A empresária Lenise Ferreira faz duras críticas e denuncia diretor da Agerba, Eduardo Pessoa.
Nem com os milhões despejados em um serviço explorado por uma empresa privada, o Governo da Bahia consegue melhorar o Sistema Ferry-boat. A empresária Lenise Ferreira faz duras críticas e denuncia diretor da Agerba, Eduardo Pessoa.

REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

A Agerba (Agência Estadual de Regulação dos Serviçoes de Transportes da Bahia) liberou o pagamento de uma outorga de R$ 5 milhões, que deveria ser quitada pela Internacional Marítima quando assinou o contrato de concessão com o Estado da Bahia para exploração, por 25 anos, do Sistema Ferryboat. A denúncia foi feita pela empresária Lenise Ferreira durante o seminário realizado na última segunda-feira em Vera Cruz, para discutir os problemas da Ilha de Itaparica, entre os quais o transporte hidroviário.

Lenise Ferreira disse que a despeito dos fortes investimentos feitos no sistema explorado  por uma empresa privada (Internacional Marítima) pelo Governo do Estado, os serviços prestados à população continuam precários e que a Agerba, como órgão fiscalizador da travessia Salvador-Bom Despacho, faz vista grossa para tudo.

“Entra ano, sai ano e o sistema permanece precário, terminais e embarcações imundos, sem manutenção preventiva e corretiva, atrasos frequentes e queima de horários, são alguns dos problemas testemunhados diariamente pelos usuários do ferry-boat. O diretor da Agerba, Eduardo Pessoa, nada faz para que a agência cumpra as suas atribuições e sequer cobra da concessionária a divulgação semestral das contas, conforme previsto pelo contrato de concessão”, sustentou a empresária.

Eduardo Pessoa foi convidado para participar do seminário, garantiu que estaria presente, mas não compareceu. Conforme Lenise Ferreira, Pessoa alegou que ”não iria falar o que já tinha falado antes”.

“Ele nunca disse nada que pudéssemos levar em consideração. Nem sobre o ferry-boat e nem sobre a Agerba, que precisa passar por uma intervenção urgente. Aquilo é um balcão de negócios. É possível que mais adiante ele responda, mas ao Conselho Nacional de Justiça e ao Ministério Públicos Federal, onde correm diversos processos sobre o Sistema Ferry-boat. Quem sabe agora possamos saber porque não houve respostas sobre o paradeiro de 6,5 milhões de euros na época em que foram comprados os navios gregos através de uma empresa, cuja sede fica em um salão de beleza da sogra do dono, em Portugal“, lembrou Lenise Ferreira. “Como advogado que diz ser, o diretor da Agerba não está acima da lei”, observou.

velhoferry5

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1 Comentário

  1. [email protected]

    Por que o Ministério Público Federal não está vendo esse fato grave? Para que as pessoas saibam, Eduardo Pessoa é irmão do dono da UTC que está envolvido até o pescoço no petrolão. Tem um mar de lama nesse sistema ferry boat. Há muitos interessados nesse sistema: Rosemberg Pinto, a empresa Guindastes Brasil, a empresa LUMAR. O MPF precisa abrir investigação para apurar os atos da Agerba e do Governo da Bahia. Não se justifica as embarcações estarem sendo sucateadas. É um patrimônio dos contribuintes..Essa empresa Internacional Marítima não tem capacidade técnica para assumir um sistema desse porte. Isso não é negócio para aventureiros e francos atiradores que vem somente para enriquecer e depois deixar a sucata. Foi assim com a COMAB, Com a TWB e todos entram e saem sob as benesses do governo da Bahia através da Agerba e ninguém faz nada? Os òrgãos fiscalizadores estão prevaricando?

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