Festival movimenta cidade de Araci com shows, teatro, literatura e fotografia.

A terceira e última fase do projeto O Sertão Vai virar Arte acontecerá nos dias 4 e 5 de junho. (Foto Divulgação)
A terceira e última fase do projeto O Sertão Vai virar Arte acontecerá nos dias 4 e 5 de junho. (Foto Divulgação)

Uma apresentação do espetáculo “Rebentos”, do Bando de Teatro Sem Nome, de Salvador, encerrou estilo a segunda edição do Festival O Sertão vai virar Arte, que reuniu diversas atrações no Centro Cultural de Araci (CCA) no último fim de semana. Cerca de 200 pessoas se concentraram na parte externa do centro para ver a peça que trata de comportamento e liberdade, tendo o corpo como canal de expressão. Mas o festival movimentou o público, desde o sábado, em torno de shows de samba com Juliana Ribeiro, a banda Sertanília e o rock do araciense Sergio Magno, oficinas e outras expressões artísticas, como o grafite de Julio Firmo, feito na fachada principal do prédio do Centro Cultural.

A diversidade esteve presente também nas 32 fotos de fotógrafos da cidade reunidas em exposição lançada no domingo, com imagens de texturas, personagens, cenários e flagrantes do município, localizado na região sisaleira da Bahia. A poeta Clarissa Macedo, ganhadora do prêmio Nacional de Poesia da Academia de Letras da Bahia em 2013, lançou no evento o seu livro “Na pata do cavalo há sete abismos”, com 50 poemas que falam de força, doçura e sensualidade, como o próprio animal simboliza.

Clarissa aproveitou a passagem no festival para ministrar uma oficina sobre escrita criativa para jovens e adultos. “A principal dificuldade deles é o pouco nível de leitura, e isso foi incentivado nas aulas. Nós fizemos um trabalho de produção coletiva, com os participantes colaborando entre eles, vendo e escrevendo poemas, contos e minicontos”, detalhou. Outros moradores da cidade e visitantes participaram da oficina de turbantes com Adão Santos, e de Teatro, com a atriz araciense Josy Miranda, integrante do Bando de Teatro Sem Nome.

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