Militantes contrários ao impeachment ocupam Salão Nobre do Palácio do Planalto

Integrantes de movimentos sociais contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff ocupam o Salão Nobre do Palácio do Planalto desde o fim da cerimônia de anúncio de criação de cinco universidades federais, no início da tarde de hoje (9).

Faixas e cartazes contra o possível afastamento da presidenta Dilma Rousseff foram afixadas no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Faixas e cartazes contra o possível afastamento da presidenta Dilma Rousseff foram afixadas no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Ag. Brasil)

Durante a cerimônia, representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), entre outros movimentos, entoaram palavras de ordem em apoio a Dilma e contra o processo de impeachment, que chamam de golpe. Após o evento, parte do grupo pendurou faixas e cartazes nas paredes de vidro do Palácio do Planalto e decidiu permanecer no local em protesto contra o impedimento da presidenta, que tramita no Senado.

Quando, durante o evento, Dilma informou a plateia da decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), de suspender a sessão da Câmara que deu o aval para a continuidade do processo de impeachment, os militantes reagiram com gritos de “Não vai ter golpe, vai ter luta”, “Ocupa e resiste”, “Golpistas, fascistas não passarão”, “Fica, querida”, entre outras palavras de ordem.

O Salão Nobre foi isolado e a segurança do Palácio do Planalto apenas observa a ocupação. Os jornalistas não podem se aproximar dos manifestantes. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência ainda não se manifestou sobre a ocupação do prédio. (Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil)

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