Jaques Wagner abandona Dilma e despacha sua mudança para Salvador

O PGR pediu ao STF que o nome de Jaques Wagner fosse incluído nas investigações do maior  inquérito da Operação Lava Jato em andamento na Corte, que  apura denúncias de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção.
O PGR pediu ao STF que o nome de Jaques Wagner fosse incluído nas investigações do maior inquérito da Operação Lava Jato em andamento na Corte, que apura denúncias de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção.

REDAÇÃO DO
JORNAL DA MÍDIA

Jaques Wagner abandonou de vez a presidente Dilma Rousseff, bem antes mesmo da votação do impeachment no Senado, marcada para o dia 11 próximo. Segundo informações da comentarista política Cristiana Lôbo na noite deste sábado (7) no canal GloboNews, o chefe de gabinete da Presidência da República já despachou sua mudança de Brasília para Salvador – foi um dos primeiros desempregados do impeachment a desembarcar na capital baiana. A lista de ocupantes de cargos de confiança da Bahia no governo federal é extensa (Confira mais abaixo).

A mudança de Wagner veio de Brasília para Salvador ontem em uma aeronave da Força Aérea Brasileira. O ex-governador da Bahia, que veio junto, ficou famoso em Brasília nesses últimos dois meses do governo Dilma não por seu desempenho como “articulador político” do Planalto e sim por seus prognósticos mirabolantes em todas as fases do impeachment – previu primeiro que o relatório de Jovair Arantes não seria aprovado na comissão da Câmara e depois, estampou em sua conta no Twitter que na votação da Casa o impeachment seria barrado por mais de 200 votos. Tudo errado. O governo teve minguados 137 votos.

O Ministro de Wagner – Outro fato ”marcante” na pífia passagem de Jaques Wagner pelo governo Dilma foi a indicação que ele fez do procurador Wellington César Lima e Silva para ministro da Justiça. Wellington tinha comandado o Ministério Público da Bahia por dois mandatos consecutivos, em 2010 e 2014, durante o governo de Wagner na Bahia.

Como ministro da Justiça, Wellington teria como principal a atribuição ”controlar” as ações da Polícia Federal . Mas o baiano passou somente 11 dias como ministro da Justiça, um recorde histórico. Sua nomeação foi considerada ilegal pelo STF – ele não poderia acumular o cargo de ministro com o de procurador.

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Wagner e a Lava Jato – Desarticulado, o ex-governador da Bahia retorna a Salvador exposto e, ao que tudo indica, sem foro privilegiado. Na última terça-feira, o Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, pediu ao STF que o nome de Jaques Wagner fosse incluído nas investigações do maior inquérito da Operação Lava Jato em andamento na Corte – esse inquérito apura denúncias de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção contra o que a PGR chama de “organização criminosa” que atuava para desviar dinheiro da Petrobras.

Além de Wagner, outros desempregados do impeachment já retornaram a Salvador, a exemplo do engenheiro elétrico Robson Almeida, que nunca sentou em um banco de faculdade de jornalismo mas que foi secretário de Comunicação nos dois governos de Wagner.

Confira quem são os desempregados do impeachment da Bahia:

– Jaques Wagner (PT), chefe de Gabinete da Presidência da República e ex-governador da Bahia
– Fernando Schmidt – Chefe de Gabinete de Jaques Wagner
– Robinson Almeida, Chefe de Gabinete da Secretaria Geral da Presidência, ex-secretário estadual de Comunicação e suplente de deputado federal do PT
– Juca Ferreira (PT), ministro da Cultura
– Pola Ribeiro (PT), da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura
– Cassiano Ferreira Filho (PT), Superintendente Regional da Infraero – indicado da deputada federal Moema Gramacho
– Wellington Resende, Delegado Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário – indicado do deputado federal Afonso Florence
– José Maria de Abreu (PT), da Superintendência Regional do Trabalho – indicado do deputado federal Luiz Caetano
– José Rebouças, Codeba – indicado do senador Otto Alencar (PSD)
– Josafá Marinho de Aguiar, DNOCS – indicado do senador Otto Alencar (PSD)
– Fernando Ornelas, Superintendência do IPHAN – indicado do deputado federal José Carlos Araújo (PR)
– Andréa Mendonça, Vice-presidente de Serviços dos Correios – indicado do deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT)
– Ney Campelo, Vice-presidente de Rede e Agências de Varejo – indicado pelo PCdoB
– Vicente Neto, diretor da Funasa na Bahia – indicado da deputada federal Alice Portugal (PCdoB)
– Carlos Alexandre Brandão, superintendência da Ceplac – indicado do deputado federal Roberto Brito (PP)
– Codevasf Juazeiro – indicado do deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP)
– Codevasf Bom Jesus da Lapa – indicado da senadora Lídice da Mata (PSB)
SPU – indicado da ex-secretária da Casa Civil, Eva Chiavon

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1 Comentário

  1. Ewerton Santos

    Boa reportagem. Pura verdade esse Wagner é uma invenção da Bahia. E o mais interessante é que os jornais, os sites de Salvador ninguém fala nada. A imprensa baiana é mesmo controlada? Que Wagner venha e aqui se entenda depois com a Lava Jato. O governo mais corrupto da história do Brasil chega ao fim, graças a Deus.

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