Ipac finaliza vistoria em terreiros de Cachoeira e São Félix

Os terreiros são registrados como ‘Patrimônio Cultural’ pelo Estado da Bahia
Os terreiros são registrados como ‘Patrimônio Cultural’ pelo Estado da Bahia

Arquitetos, engenheiros, antropólogos e fotógrafos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), finalizam nesta sexta-feira (6) a segunda vistoria dos terreiros de candomblé dos municípios de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo, para obras prediais que serão realizadas em parceria com a prefeitura de Cachoeira. Os terreiros são registrados como ‘Patrimônio Cultural’ pelo Estado da Bahia, por meio de pesquisas e dossiê do órgão.

A visita técnica foi iniciada na quinta (5). “A partir de agora faremos o plano de trabalho de execução das obras”, afirma o arquiteto da diretoria de Projetos, Obras e Restauro (Dipro), Yan Cafezeiro. O Ipac coordena a política pública de proteção aos bens culturais, materiais e imateriais do Estado. A ação vai beneficiar terreiros das nações nagô, nagô-vodum, jeje-mahi e angola. De Cachoeira, o ‘Aganjú Didê’ (‘Ici Mimó’), ‘Viva Deus’, ‘Lobanekum’, ‘Lobanekum Filha’, ‘Ogodó Dey’, ‘Ilê Axé Itayle’, ‘Humpame Ayono Huntóloji’ e ‘Dendezeiro Incossi Mukumbi’. De São Félix, o ‘Raiz de Ayrá’ e o ‘Ilê Axé Ogunjá’.

As obras serão realizadas em parceria com prefeitura de Cachoeira, que, a exemplo do Ipac, investirá cerca de R$ 120 mil. Na primeira vistoria, realizada no início deste ano, os técnicos detectaram rachaduras em pisos e paredes nas edificações de terreiros, problemas de infiltração e deterioração de telhados.

Segundo o diretor da Dipro, Felipe Mussi, as reformas prediais integram as ações de salvaguarda de bens tombados e registrados pelo Ipac. “Não adianta só o reconhecimento oficial com tombamento e registro, se não existirem as ações de salvaguarda que resguardem a casa e o terreiro do povo de santo”, explica o coordenador de Turismo de Cachoeira, Leonardo Marques.

O arquiteto Yan Cafezeiro ressalta que ainda é necessário definir orçamento e materiais de construção. “Até final de maio licitamos a compra dos materiais”. Ele explica que a execução será da prefeitura de Cachoeira, e o Ipac, além da compra dos materiais, fará a fiscalização das obras.

Livro – Outra ação de salvaguarda do Ipac foi o lançamento, em 2015, de um livro sobre os terreiros, na Feira Literária Internacional da Bahia (Fflica), em Cachoeira. “Antes disso, promovemos a proteção dos terreiros com o Registro Especial, ferramenta inédita no Brasil que inclui proteção física e simbólica dos terreiros”, afirma o diretor de Patrimônio (Dipat) do Ipac, Roberto Pellegrino. Mais informações estão disponíveis no site do Ipac.

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