Cunha diz “estranhar” afastamento e que vai recorrer de decisão do STF

O deputado afastado Eduardo Cunha fala à imprensa sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter seu afastamento da Câmara (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O deputado afastado Eduardo Cunha fala à imprensa sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter seu afastamento da Câmara (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Agência Brasil

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter validado por unanimidade a decisão liminar do ministro Teori Zavascki, que determinou o afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e da presidência da Câmara, Cunha disse, em entrevista à imprensa, que não irá renunciar e vai recorrer. Cunha disse ainda que considerou estranho a Corte ter tomado a decisão seis meses após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter apresentado o pedido liminar.

Cunha reafirmou que não irá renunciar do cargo. “Não renuncio a nada, nem ao mandato nem à Presidência”, disse o deputado afastado. “Vou recorrer e espero ter sucesso”, acrescentou.

Sobre o julgamento de hoje pelo STF, Cunha alega que os ministros não tiveram “a possibilidade” dos contraditório, pois Zavascki concedeu a liminar na manhã de hoje e o julgamento foi realizado nesta tarde. “Uma liminar seis meses depois já não tem urgência”, disse Cunha, em entrevista aos jornalistas na frente da residência oficial da Presidência da Câmara. “Estranhamente essa ação cautelar está sendo votada depois do impeachment ter sido aprovado”, destacou.

Para Cunha, as ações judiciais contra ele são “uma retaliação” pela aprovação na Câmara do pedido de impeachment de Dilam Rousseff.

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