Produtores do Oeste da Bahia debatem efeitos da seca com o vice-governador

O encontro reuniu representantes do agronegócio para discutir  a liberação de crédito para manutenção da atividade. (Foto: Aiba/Divulgação)
O encontro reuniu representantes do agronegócio para discutir a liberação de crédito para manutenção da atividade. (Foto: Aiba/Divulgação)

Os prejuízos causados pela estiagem que afetou as lavouras do Oeste da Bahia, orçados em R$ 1 bilhão, não preocupam só os agricultores. O governo do Estado já manifestou sua preocupação com os reflexos que a quebra da safra 2015/2016 terá na economia regional. Pensando nisso, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, convidou o vice-governador da Bahia e secretário de Planejamento, João Leão, para uma reunião para debater o tema. O encontro, que ocorreu na última quarta-feira (27), no Hotel Morubixaba, em Barreiras, reuniu representantes do agronegócio, além de autoridades regionais para discutir também a liberação de crédito para manutenção da atividade.

“A Aiba tem convidado todos os envolvidos na cadeia do agronegócio para o diálogo, realizando rodadas de negócios com as instituições financeiras, tradings e empresas fornecedoras de insumos. Agora, convidamos também o governo do Estado. O objetivo é apresentar o panorama da região, a fim de que os bancos e as empresas avaliem caso a caso, já que a situação não é linear, na tentativa de renegociar dívidas e estender o prazo para quem precisar, conforme estabelece o manual do crédito rural, independentemente de um decreto de situação de emergência. Contudo, como a safra de 2016 já está comprometida, nós já estamos pensando na próxima, por isso é importante essas reuniões para que as instituições liberem crédito para a região”, informou Busato.

Segundo ele, os números apresentados pela Aiba, referentes à quebra da safra, são respaldados pelos laudos emitidos por cada produtor e assinados pelos agrônomos responsáveis por suas respectivas áreas. Estas informações foram transmitidas aos bancos e prefeituras para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

“Foi um ano climático muito ruim, precedidos de 4 anos irregulares , fato esse, que diminui muito nossa capacidade de investimentos, mas como mostram os números apresentados das safras passadas de mais 20 anos, a região está sempre a frente da média brasileira em produtividade em todas as grandes culturas, e os produtores que aqui plantam acreditam nessa terra, acreditam na tecnologia que vem sendo utilizada, acreditam em seu trabalho que com certeza vamos superar estas dificuldades”, pontuou Busato.

O vice-governador e secretário de Planejamento da Bahia, João Leão, endossou os argumentos do presidente da Aiba e falou que ele tem tentado trazer agroindústrias para a região.

Notícias Relacionadas