Palacete das Artes exibe coleção de brinquedos nordestinos feitos à mão

A exposição   ‘Brinquedos à Mão – Coleção Sálua Chequer’ conta com mais de mil objetos utilizados pela infância (Foto: Thiago Sabino/Divulgação)
A exposição ‘Brinquedos à Mão – Coleção Sálua Chequer’ conta com mais de mil objetos utilizados pela infância (Foto: Thiago Sabino/Divulgação)

A exposição ‘Brinquedos à Mão – Coleção Sálua Chequer’, com mais de mil objetos utilizados pela infância de antigamente e ainda muito presentes nas comunidades interioranas do Nordeste brasileiro, será aberta nesta terça-feira (26), no Palacete das Artes, localizado no bairro da Graça, em Salvador. O acervo, que pode ser visitado até o dia 26 de junho próximo, pertence a Sálua Chequer, colecionadora e pesquisadora de cultura popular. Ela assina a curadoria da mostra com o artista visual Zé de Rocha.

O projeto é uma idealização e realização da Trevo Produções e tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), mecanismo de fomento à cultura administrado pelas secretarias estaduais de Cultura (Secult) e da Fazenda (Sefaz), por meio do edital Agitação Cultural: Dinamização de Espaços Culturais.

As peças foram coletadas ao longo dos últimos 30 anos, durante pesquisas de campo em diversas cidades do interior e nas capitais de estados do Nordeste., e os brinquedos adquiridos por artesãos, presenteados por amigos e garimpados em feiras livres nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí.

Para chegar ao formato final da exposição, os curadores levaram em conta o diálogo entre três olhares – o olhar de quem criou o brinquedo, o olhar da colecionadora que o escolheu e o olhar do espectador que se encanta com o objeto. Em foco, a recuperação da importância e do valor pedagógico dos brinquedos populares como referência para as antigas e as novas gerações.

As peças, expostas em suportes diversos, não são apresentadas como peças de museu. Ao contrário, convidam ao movimento. Representam cenas do cotidiano e utensílios de trabalho como, por exemplo, pequenos moedores de cana de açúcar, carro de boi e moinhos de água. Há ainda mobílias de madeira para a tradicional brincadeira de casinha, com mesinhas, cadeiras, sofás, geladeiras, camas e guarda-roupas, e miniaturas de utensílios domésticos como peneiras, baldes e panelinhas feitos em barro, madeira e metal.

As crianças que forem à exposição poderão saciar a vontade de brincar no espaço chamado Cantinho do Brincar, com objetos lúdicos como cinco marias, pula corda, bolinhas de gude, piões, entre outros. Além disso, durante nove domingos (de 1° de maio a 26 de junho) acontecem oficinas e atividades lúdicas para os visitantes mirins a partir das 15h. Esses momentos contemplam oficinas de pinturas, de confecção de roupinhas para bonecos e de confecção de brinquedos com material reciclável, contação de histórias, recreação com brincantes, entre outras atividades.

O público de professores de educação infantil e psicólogos também será contemplado com a oficina Resgate de brincadeiras tradicionais, parlendas e estórias, que será ministrada pela própria pesquisadora Sálua Chequer. A oficina vai abordar o valor das brincadeiras, cantigas, parlendas e estórias na formação da criança, além da possibilidade de associar este universo com outras áreas do conhecimento, como a literatura. Serão três turmas, com encontros que acontecerão em três sábados, com datas a definir, no horário de 14 às 17h. Cada turma terá 30 vagas.

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