Tropas do Exército fazem evento-teste de segurança para a Rio 2016

Da Agência Brasil

Tropas da 1ª Divisão de Exército, baseada em Deodoro, zona oeste do Rio, realizam até domingo (24) a Operação Cardeal IV, que consiste em garantir a segurança na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, que está sendo disputada na Vila Militar. Este é o último evento-teste antes dos Jogos Olímpicos e o último treinamento em que haverá tropas do Exército nas ruas.

É o último treinamento com tropas do Exército nas ruas do Rio antes da Olimpíada (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
É o último treinamento com tropas do Exército nas ruas do Rio antes da Olimpíada (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No Complexo Esportivo de Deodoro, foram realizados, no total, sete eventos-teste em que técnicas de emprego de material especializado, táticas e procedimentos foram sendo aperfeiçoados.

A previsão é que, por dia, mais de mil militares trabalhem com agentes dos demais órgãos de segurança pública no controle das áreas que serão ocupadas no período dos Jogos Olímpicos (de 5 a 21 de agosto) e Paralímpicos (de 7 a 18 de setembro) por atletas, delegações e espectadores.

Segundo o chefe do Estado-Maior da 1° Divisão de Exército, coronel Mário Fernandes, durante a competição, a operação preservará a segurança pública, mas sempre garantindo o direito de ir e vir da sociedade. “Nossa missão é reforçar a segurança pública para que haja preservação do nosso ambiente, e garantir a tranquilidade e estabilidade das vias públicas e áreas comuns durante a execução dos Jogos Olímpico. Durante a competição, haverá cerca de 5.500 homens empenhados nessa tarefa”, disse o coronel.

Ameaça terrorista

Na última quarta-feira (13), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou a autenticidade de um perfil na internet do francês Maxime Hauchard, integrante do grupo Estado Islâmico, que, em mensagem postada em novembro, disse que o Brasil seria alvo de ataque terrorista. A ameaça foi feita em novembro do ano passado. Para o coronel Fernandes, a situação preocupa, mas não é motivo para desespero.

“Encaramos com preocupação, é claro, mas com muito profissionalismo e confiança no nosso plano de segurança pública. Nosso setor de inteligência já vislumbrava esse tipo de ameaça, mas está amplamente preparado para quaisquer eventos que possam ocorrer, inclusive com a identificação desses vetores antes que eles possam agir dentro do nosso território”, acrescentou Fernandes.

Durante a Operação Cardeal IV, além do aumento significativo de patrulhas no local, ainda é possível contar com um monitoramento silencioso, escondido por trás das câmeras. São três centros de operações que, com imagens em tempo real, acompanham toda a movimentação nas áreas de provas. Das salas, os militares podem identificar uma ação suspeita e deslocar a equipe mais próxima ou a mais indicada para atuar no caso.

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