Evento reúne chefs da gastronomia de rua e abre programação da Rio 2016

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

A programação cultural dos Jogos Olímpicos será aberta neste sábado (9) com o evento Celebra Gastronomia de Rua, que vai apresentar ao público tradicionais pratos encontrados em barracas pela cidade do Rio de Janeiro.

Celebra Gastronomia de Rua abre programação cultural da Rio 2016 (Foto: Alex Ferro/Divulgação)
Celebra Gastronomia de Rua abre programação cultural da Rio 2016 (Foto: Alex Ferro)

Para montar o evento, a equipe do Comitê Rio 2016 saiu a caça dos principais “chefs” da culinária de rua do Rio. “Foi o dia mais feliz da minha equipe. Começamos às 7h e acabamos às 19h, mortos de contentes. Comemos tudo que todo mundo vai comer neste sábado e neste domingo. Foi emocionante. Você vê que são pessoas incríveis que estão nesses lugares”, contou a diretora do Programa Cultural do Comitê Rio 2016, a cineasta e atriz Carla Camurati.

Um grupo de 20 vendedores vão oferecer, durante todo o fim de semana, diversos tipos de comida de rua no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM). O cardápio tem o bolinho de bacalhau do Mazzaropi, a cocada da Cris, o pastel do Bigode, de Laranjeiras; a caipirinha do Luizinho e a tapioca do Arnaldo (Flamengo); o sucolé do Claudinho (Ipanema); o papito do Xina (Gávea); o acarajé Nega Teresa (Santa Teresa); o angu da Lucinha (Saúde); o Ateliê Brigadeiro Carioca e os salgadinhos Família Marques (Lapa); os caldos da Nega (Rio Comprido); o churrasquinho da Jô (Vila Isabel); a yakisoba do Kayo (Benfica); o oriental do Barcellos e o tacacá da Rose (Ilha do Governador); a empada do Paulinho (Guadalupe); o pão de queijo do Carlinhos (Bangu); e a esfiha do Marquinhos Árabe (Barra).

A entrada ao museu é gratuita e será cobrado pelos pratos. Estão previstos também shows, poesia, aula de perna de pau e de DJ. O público poderá ver uma réplica da tocha olímpica e os mascotes dos jogos.

“O que a gente quer na Rio 2016, na verdade, é conseguir juntar tudo que tem de segmento cultural e colocar nas ruas, para alegrar a cidade e fazer a cultura ser a grande anfitriã dos Jogos 2016. Ela não é a protagonista, mas é a anfitriã. Quem recebe pelo país é a cultura, sempre”, disse Carla Camurati.

Com o auxílio de historiadores e integrantes de movimentos culturais, a diretora está mapeando festas e encontros marcantes no Rio de Janeiro, “para ver o que a cidade respira”, e montar a programação cultural, que vai até setembro, durante a Paralimpíada. A ideia é ter moda, artesanato, música e literatura. A partir de maio (depois que a tocha for acesa na Grécia, no dia 21 de abril), duas ou três ações serão promovidas em cada um dos 160 bairros da cidade.

“Começam agora os flash mobs [aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação previamente combinada]”, disse.

Festivais de dança em sinais da cidade e música nas esquinas são alguns eventos previstos para maio. “Esses pequenos eventos não interferem na mobilidade, mas alegram o dia a dia”. A programação cultura dos jogos será divulgada em um site em breve pelo Comitê Rio 2016.

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