João Santana admite que recebeu dinheiro da Odebrecht no exterior

João Santana disse que conta foi aberta para receber verba de campanha argentina(Foto: Reprodução/Imagem TV)
João Santana disse que conta foi aberta para receber verba de campanha argentina(Foto: Reprodução/Imagem TV)

O marqueteiro João Santana admitiu, em depoimento prestado na manhã desta quinta-feira, à Polícia Federal (PF), ter recebido recursos da Odebrecht e de Zwi Skornicki em conta não declarada no exterior. Ele seguiu a mesma linha do depoimento de sua mulher, Mônica Moura Santana, que também confirmou os pagamentos.

— Ele abriu esta conta em 1998 para receber recursos de uma campanha realizada na Argentina. Foi a forma que ele tinha de receber. Na época, achava que não tinha problema (deixar de declarar no Brasil), porque eram recursos recebidos em outro país — disse o advogado Fábio Tofic, que atribuiu os pagamentos a dívidas referentes a serviços prestados fora do Brasil, em países como Panamá e Angola.

Segundo ele, os US$ 4,5 milhões depositados por Zwi Skornicki, operador de propinas para o estaleiro Keppel, são referentes a uma “doação ao partido angolano”, realizada por meio de Skornick.

— Era uma dívida antiga. Nessa área de marketing eleitoral, você demora para receber recursos. Ela (Mônica) disse que tinha este valor a receber, que cobrava insistentemente, e que foi informada de que deveria buscar este rapaz (Zwi Skornicki).

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O depoimento durou cerca de três horas, menos do que o da mulher de Santana, na tarde de quarta-feira, que durou quatro horas. Uma das estratégias de defesa do marqueteiro será tentar se desvincular de questões financeiras de serviços prestados por suas empresas, sob o argumento de que cuidava apenas do trabalho de criar campanhas.

Nesta quinta, Toffic confirmou a estratégia, ao dizer que Santana não tomava conhecimento dos problemas relacionados a pagamento por serviços prestados.

— O João não sabia disso, ele é um criador, não trabalha com questão financeira e bancária. Tinha pouco conhecimento de como eram feitos pagamentos – afirmou.

Fonte; Jornal O Globo

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