Sindicatos decidem solicitar execução de TAC contra Grupo A Tarde

Chegada dos novos controladores só fez piorar a situação do Grupo A TARDE
Chegada dos novos controladores só fez piorar a situação do jornal

O Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), o Sindicato dos Empregados em Jornais do Estado da Bahia (Sadejorba) e o Sindicato dos Gráficos da Bahia (Sindgráficos) decidiram encaminhar à Justiça do Trabalho pedido de execução do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Grupo A Tarde no Ministério Público do Trabalho (MPT) em novembro último, relacionado ao pagamento de verbas rescisórias, FGTS e demais verbas de 160 trabalhadores demitidos nos meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016. Os funcionários do Grupo A Tarde realizam assembleia nesta quinta-feira, dia 25/2, às 14 horas, para discutir os rumos da empresa.

Além da audiência em que foi firmado o acordo, presidida pelo procurador Bernardo Guimarães Carvalho Ribeiro, foram realizadas outras três reuniões após o TAC ter sido descumprido, e não se chegou a um acordo, porque o Grupo A Tarde não indicou um responsável legal para nenhum destes encontros. “Pela nossa experiência à frente de tantos casos no MPT, é possível verificar se uma empresa está interessada em resolver um problema ou se não está preocupada com as consequências”, desabafou o procurador, ao mesmo tempo que declarou que os advogados dos sindicatos deveriam judicializar a questão.

Ao mesmo tempo ele informou que a petição feita pelos sindicatos incluindo os demais funcionários do grupo ainda não foi juntada ao pedido de mediação por atraso na distribuição. O Grupo A Tarde não recolhe FGTS desde novembro de 2013, vem pagando salários com atraso desde o segundo semestre de 2015 e, recentemente, não vem repassando os descontos feitos em folha para o pagamento de débitos com planos de saúde, bancos, sindicatos.

Esta situação ocorria desde a gestão da família Simões e vem sendo mantida pelos atuais controladores da Piatra Participação SP, que teria adquirido a empresa em janeiro último. “Negligência de quem vendeu e irresponsabilidade de quem comprou. Como quem vende não prevê o pagamento do corpo técnico e quem compra não investe para manter os salários em dia”, comentou a procuradora Adriana Holanda Maia Campelo, que atuou junto com o procurador Bernardo Guimarães em duas reuniões.

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