Esposa de João Santana desabafa: “Não vou baixar a cabeça, não”.

Monica Moura, mulher de João Santana, disse que não iria “baixar a cabeça” ao ser presa e  passar pelos jornalistas que acompanhavam o procedimento. (Foto: Henry Milleo/ /Gazeta do Povo/Gazeta do Povo/Reprodução).
Monica Moura, mulher de João Santana, disse que não iria “baixar a cabeça” ao ser presa e passar pelos jornalistas que acompanhavam o procedimento. (Foto: Henry Milleo/ /Gazeta do Povo/Gazeta do Povo/Reprodução).
Monica Moura, mulher de João Santana, disse que não iria “baixar a cabeça” ao ser presa e passar pelos jornalistas que acompanhavam o procedimento. (Foto: Gazeta do Povo/Reprodução).[/caption]

Os presos da 23ª fase da Operação Lava Jato passaram por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) em Curitiba na tarde desta terça-feira (23). Ninguém quis dar declarações a imprensa, mas a mulher do marqueteiro do PT João Santana, Monica Moura, disse que não iria “baixar a cabeça” ao passar pelos jornalistas que acompanhavam o procedimento. “Não vou baixar a cabeça, não”, disse a jornalista.

Passaram por exames nessa terça-feira (23) o marqueteiro Santana, sua esposa e sócia, Mônica, o operador Zwi Skorniack, e os presos ligados ao grupo Odebrecht Vinicius Borin e Benedito Barbosa. Maria Lucia Barbosa também foi presa e deve chegar a Curitiba na noite desta terça-feira (23).

A Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato, mirou em pagamentos realizados no exterior em favor de Santana e Mônica. Cerca de US$ 3 milhões foram repassados ao casal pelo grupo Odebrecht, enquanto outros US$ 4 milhões foram transferidos por Swi. O dinheiro, de acordo com a força-tarefa, foi desviado dos cofres da Petrobras.

Segundo a Polícia Federal (PF), há indícios de que o publicitário recebia propina oriunda da Petrobras paga ao PT. Para isso, ele usaria uma conta secreta no exterior. De acordo com as investigações, offshores ligadas à empreiteira Odebrecht fizeram transferências de US$ 3 milhões para Santana entre 2012 e 2013.

Ele também teria recebido US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, entre 2013 e 2014. Skornicki é considerado pela PF um dos operados do esquema.

Fonte: Gazeta do Povo

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