Lídice defende mudanças no sistema eleitoral brasileiro

Na Faculdade Ruy Barbosa, Lídice criticou o modelo de financiamento empresarial de campanha. (Foto: Divulgação)
Na Faculdade Ruy Barbosa, Lídice criticou o modelo de financiamento empresarial de campanha. (Foto: Divulgação)
A senadora Lídice da Mata voltou a defender mudanças no Sistema Eleitoral Brasileiro. Durante aula magna para 300 estudantes do curso de Direito da Faculdade Ruy Barbosa, em Salvador, nesta quinta-feira (18), a parlamentar baiana também falou sobre a conjuntura política brasileira.

Lídice criticou o modelo de financiamento empresarial de campanha, o qual classificou de excludente. “Do jeito que está hoje, é impossível aumentar a presença de negros, mulheres, jovens e pessoas com deficiência em mandatos eletivos”, disse.

Segundo a senadora, um mandato de deputado federal chega a custar até R$ 8 milhões. “No Senado, até dois segmentos extremos estão convergindo. Tanto parlamentares vindos da área empresarial, quanto os da área sindical concordam que é preciso haver mudanças”, contou.

Lídice da Mata também falou sobre os conceitos de relações políticas aos estudantes e utilizou exemplos cotidianos para ilustrar a explanação. “Até nos pleitos com seus pais é preciso habilidade política e capacidade de negociação”, afirmou.

Mulheres – A senadora lembrou que o País ainda possui uma baixa participação feminina nos processos políticos. “Embora representem mais da metade da população e do eleitorado brasileiro, o Brasil ainda se encontra na 116ª posição entre 190 nações pesquisadas pela União Interparlamentar (UIP)”, pontuou.

No Congresso Nacional, as mulheres representam apenas 10% dos deputados e 13% dos senadores. Este índice de participação das mulheres na política brasileira está abaixo da média mundial que é de 22,1% e até do percentual existente no Oriente Médio, que é de 16%. “A título de curiosidade, a lista da UIP é liderada por Ruanda, país com 63% do Parlamento formado por mulheres”, destacou. Ela lamentou o pequeno avanço d a questão das cotas de representação feminina no Congresso.

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