PM inicia rondas em colégios de Salvador e Lauro de Freitas

No ano passado, a ronda escolar registrou 240 ocorrências em instituições de ensino de Salvador e Lauro de Freitas.
No ano passado, a ronda escolar registrou 240 ocorrências em instituições de ensino de Salvador e Lauro de Freitas.
Com o início do ano letivo na rede estadual de ensino, a Polícia Militar da Bahia (PMBA) retomou, nesta quinta-feira (18), as operações de rondas escolares em colégios públicos de Salvador e Lauro de Freitas. Cento e vinte militares são mobilizados para visitar diariamente as instituições estaduais da capital e região metropolitana.

A ronda atua das 7h às 21h, no entorno das escolas, para a realização de um trabalho preventivo e de mediação de conflitos envolvendo estudantes e demais membros da comunidade escolar. A iniciativa, que é parte das ações do Programa Melhoria da Segurança nas Escolas, criado em 2008, é desenvolvida por meio de um convênio de cooperação técnica entre as secretarias estaduais de Educação e da Segurança Pública (SSP).

No ano passado, a ronda escolar registrou 240 ocorrências em instituições de ensino de Salvador e Lauro de Freitas. Do total, 23,6% das intervenções policiais tiveram a ameaça como motivo, seguida de brigas entre alunos, com 23%, e furto, com 10,2%. Para proporcionar a redução dos números em 2016, a PM já desenvolve novas estratégias.

No Colégio Estadual Governador Roberto Santos, no bairro do Cabula, na capital, os militares realizaram um trabalho de conscientização e orientação com os alunos nesta quinta-feira (18). Eles esclareceram dúvidas sobre a ação e convidaram os estudantes a entrar em contato com a PM, em situações de emergência, através do 190.

Para Emerson Caldas, 17 anos, aluno do 3º ano do ensino médio, a aproximação da polícia com a comunidade proporciona uma maior sensação de segurança aos estudantes e professores. “Desde os outros anos, a polícia sempre passa aqui na escola e pergunta se estamos precisando de alguma coisa, se aconteceu algo que tenha comprometido a ordem. Graças a Deus, nunca aconteceu nada comigo. E com eles aqui, provavelmente, nunca acontecerá”, afirma Emerson.

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