Autuações da Receita Federal caem 16,55% em 2015

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Os créditos tributários (impostos não pagos, multas e juros) lançados pela Receita Federal chegaram a R$ 125,6 bilhões em 2015, com queda expressiva (16,55%) em comparação com o ano anterior (R$ 150,5 bilhões). A Receita esperava arrecadar pelo menos os R$ 150 bilhões do ano passado. O subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins, disse, porém, que faltou o “algo mais” para o recorde de autuações.

Faltou "algo mais" para um recorde de autuações, disse o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Martins (Arquivo/Agência Brasil)
Faltou “algo mais” para um recorde de autuações, disse Iágaro Martins (Arquivo/Agência Brasil)

Segundo Iágaro, havia uma expectativa de queda de 7% nos procedimentos de fiscalização a serem executados em 2015 devido às aposentadorias de auditores na fiscalização. O subsecretário disse que, além disso, houve redução na velocidade para o encerramento dos procedimentos por conta de discussões que são de fora da Receita Federal e que ocorreram no Congresso Nacional, com valorização de outras carreiras. “Os auditores não se sentiram tão prestigiados”, destacou Iágaro, ao se referir à frustração de R$ 25 bilhões no lançamento de créditos tributários em 2015.

O maior valor lançado pela Receita foi na indústria: R$ 39,36 bilhões. Os valores são 33% menores que os de 2014. Depois da indústria, o comércio ficou em segundo lugar, com R$ 20,91 bilhões, mas com elevação de 30,1% em comparação a 2014, quando foram registrados 16,07 bilhões. Houve alta também no setor de prestação de serviços financeiros, com R$ 19,22 bilhões e alta de 12,7% em comparação ao ano anterior.

O número de contribuintes fiscalizados também caiu no ano passado em 24,18%. Em 2014, foram fiscalizados 365 mil contribuintes e, no ano passado, 277 mil. Somente 2,5% dos valores das autuações registradas ingressaram nos cofres públicos no ano passado porque, segundo a Receita, as empresas costumam recorrer até as últimas instâncias para não pagar os valores devidos.

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