Vocalista da Vingadora diz que “Metralhadora” fala sobre disputa de sons

Tays: “As pessoas gostam de criticar. A música tem uma letra totalmente diferente voltada para um ritmo no sul da Bahia" (Foto: Arthur Garcia/Agecom)
Tays: “A música tem uma letra totalmente diferente voltada para um ritmo no sul da Bahia” (Foto: Arthur Garcia/Agecom)

Natural de Itabuna, região sul da Bahia, a Banda Vingadora invadiu  a avenida no Circuito Osmar (Centro) e alegrou os foliões do Papa, trio sem cordas que desfila na tarde desta segunda-feira (8). A banda, que participa pela primeira vez do Carnaval de Salvador, carrega o novo ritmo que mistura o arrocha com o pagode baiano, chamado de: “arrochadeira”.

Unindo a batida da guitarra com o refinamento do violino, o grupo liderado pela vocalista Tays Reis surge no mercado musical sem abrir mão da sua gênese que mescla a raiz tradicional da cultura popular da Bahia com a fusão de outras sonoridades. A vocalista explicou sua emoção em participar da festa e sobre a repercussão da música de trabalho, que é forte candidata a ser eleita hit do Carnaval, “Metralhadora”.

“A expectativa é grande para nossa estreia no Centro. Já participamos no circuito Barra-Ondina (Dodô), puxando o bloco pipoca, e foi muito bom. Nunca estive do Carnaval de Salvador, nem como foliã. E agora estou aqui, como artista, participando. Estou muito feliz, principalmente pela receptividade da nossa música. Muitas pessoas estão cantando, vários artistas apostando, pedindo para ser a música do Carnaval e eu torço para que o povão vote”.

Sobre a polêmica de que o hit “Metralhadora” seria um incentivo à violência, como apontaram alguns, a artista disse: “As pessoas gostam de criticar. A música tem uma letra totalmente diferente voltada para um ritmo no sul da Bahia. A gente usa características do paredão para falar sobre uma disputa de sons, além de mostrar também a sensualidade feminina”, explicou.

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