Alceu Valença encerra projeto Verão MPB com show acústico

Após as apresentações de Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci, em janeiro, e também de Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, em fevereiro, Alceu Valença fecha a temporada 2016 do projeto Verão MPB no próximo dia 10 de março (quinta-feira), às 21h, com um show acústico especial na Sala Principal do Teatro Castro Alves. Os ingressos para esta apresentação única, que variam entre R$ 40 e R$ 130, estarão disponíveis para vendas a partir do dia 1° de fevereiro (segunda-feira).

Alceu interpreta canções que escreveu e cantou pelas ruas por onde tem andado ao longo de sua carreira (Foto: Elenize Desgeniski)
Alceu interpreta canções que escreveu e cantou pelas ruas por onde tem andado ao longo de sua carreira (Foto: Elenize Desgeniski)

Acompanhado apenas pelo violão de Paulo Rafael e a sanfona de André Julião, Alceu desfila um roteiro musical e sentimental a partir de sua própria trajetória e interpreta canções que escreveu e cantou pelas ruas por onde tem andado ao longo de sua carreira. O pernambucano traz os temas do Brasil profundo que o fizeram menino poeta no agreste de Pernambuco. Em “Pau-de-Arara”, “Juazeiro” e “Xote das Meninas”, clássicos de Luiz Gonzaga, Alceu revisita a São Bento do Una de sua infância, as feiras e os circos, os cordelistas e os vaqueiros aboiadores do sertão. No galope etéreo de seu “Cavalo-de-Pau”, segue as trilhas do xote, dos aboios e martelos agalopados, das emboladas do sertão mourisco.

Do sertão para o litoral, o cantor aterrissa em Olinda. De suas igrejas, ecoam os poemas de pássaro de “Sino de Ouro” e as brumas leves de “Anunciação”. Entre o lírico e o visceral, surgem mistério e segredo de “Como Dois Animais”. Cruzando estradas e caminhos como o carro em contramão de “Na Primeira Manhã”, o “Táxi Lunar” percorre as vias poéticas do Recife em “Pelas Ruas Que Andei”.

A bordo de seu papagaio do futuro, revisita a Paris em que viveu na década de 70. “Coração Bobo” e “Solidão” fazem parte desta safra, em que o cantor potencializa sua identidade ao deparar-se geograficamente distante dela. Para falar de identidade, o poeta alcança as influências ibéricas. “Sabiá”, clássico de Gonzaga, ilustra a presença da canção portuguesa, de sabor mourisco, nos gêneros desenvolvidos no agreste e no sertão do Brasil.

“Belle de Jour” é ao mesmo tempo a musa da Nouvelle Vague e a moça bonita da praia de Boa Viagem. Do sertão para a metrópole e desta para o litoral, o amor ganha contornos explícitos em peles morenas e domingos azuis. Como a “Morena Tropicana”, a criação valenciana com saliva doce e carne de caju.

Serviço:

Data: 10/03/2016
Horário: 21:00
Valor: R$ 130/R$ 65 (filas A a P), R$ 100/R$ 50 (Q a Z7) e R$ 80/R$ 40 (Z8 a Z11).

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