Pesquisador da UFBa defende ampliação do Carnaval de Salvador

 Paulo Miguez elogiou as novidades da folia em Salvador.
Paulo Miguez elogiou as novidades da folia em Salvador.
Doutor em Cultura Contemporânea, especialista em Carnaval e vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Miguez elogiou as novidades da folia em Salvador. Para o pesquisador, as mudanças realizadas pela gestão municipal, a contar pela antecipação da abertura da folia momesca para a noite de quarta (03), e o maior apoio aos carnavais nos bairros são um claro exemplo de que a Prefeitura tem compreendido tanto o aspecto histórico quanto o papel econômico da festa na capital baiana.

Em uma avaliação da organização do Carnaval, Miguez considerou a gestão municipal vitoriosa, uma vez que compreende a vocação natural de Salvador, “que sempre foi uma cidade pós-industrial, onde as atividades ligadas ao campo do simbólico, das festas, das manifestações religiosas, da cultura, do turismo se destacam”. “Ampliar o número de dias do Carnaval, aumentar o número de atrações sem corda (mais de 190) e, ao mesmo tempo, expandir a festa para outras regiões é, notadamente, um investimento oriundo da compreensão dessa vocação”, disse.

O pesquisador acredita ainda que a ampliação é bastante positiva por oferecer mais opções aos baianos e turistas, além de contribuir para a melhoria dos serviços oferecidos durante a festa. “Historicamente, o Carnaval exige essa ampliação. Obedecer a essa necessidade possibilita uma melhor organização da festa e a melhoria da estrutura e serviços oferecidos. Isso porque a oferta de outras possibilidades ao folião contribuiu para a redução do inchaço há algum tempo observado nos circuitos tradicionais”, considerou.

Futuro – Sobre o futuro do Carnaval, o tema escolhido pela Prefeitura para este ano, “Vem curtir a rua”, dá indícios do que se pretende daqui para frente, ressaltou o pesquisador. “Eu sinto que o artista tem uma satisfação muito maior em tocar sem as cordas. Acho que é muito positivo o esforço que a administração municipal tem feito para que isso aconteça, já que amplia o espaço para o folião pipoca, devolvendo áreas que o negócio carnavalesco havia privatizado. Além disso, atende a um deslocamento de mercado que, apesar da continuidade dos blocos, caminha para que os camarotes passem a ser o principal negócio na festa”, analisou.

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