Secretário de Educação de Santo Amaro é preso por desvio de dinheiro

Tales Antônio Moraes Campos foi preso por se envolver   em um suposto esquema de desvio de recursos públicos dentro da pasta.
Tales Antônio Moraes Campos foi preso por se envolver em um suposto esquema de desvio de recursos públicos dentro da pasta.
O inferno astral da gestão Ricardo Machado (PT) em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, se agravou ontem após equipes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) prenderem o secretário municipal de Educação, Teles Antonio Moraes Campos, acusado de chefiar um esquema de desvio de verbas dos cofres santamarenses. Campos e mais 13 servidores da Secretaria tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça após o Ministério Público ajuizar uma Ação Civil Pública e Penal.

No início da semana, após uma ação de impugnação de mandato do Ministério Público Eleitoral (MPE-BA), a Justiça Eleitoral decidiu cassar os mandatos do prefeito Ricardo Machado e do seu vice Leonardo Pereira (PSB). Os políticos foram condenados por compra de votos e abuso de poder político e econômico nas eleições de 2012.

De acordo com a polícia, o secretário, que era considerado foragido da Justiça, foi preso em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), quando chegava com seu veículo a um imóvel que passou a residir após a Justiça decretar sua prisão. Conforme a denúncia do Ministério Público, Teles Campos comandava um esquema de enriquecimento ilícito. As investigações apontaram que o secretário municipal selecionava os servidores que iriam receber vantagens indevidas.

Na prática, folhas de pagamento com as irregularidades eram confeccionadas e os valores eram creditados nas contas dos servidores envolvidos, que aceitavam participar do esquema sem que houvesse qualquer tipo de requerimento administrativo. Com isso, incrementos salariais eram incorporados aos salários dos servidores, que recebiam os valores pagos pelo Município e repassavam ao secretário. Teles Campos foi encaminhado ao Sistema Prisional de Salvador onde ficara à disposição da Justiça.A equipe do Draco cumpre outros 14 mandados de prisão, entre eles os das servidoras Sabrina Maria Brito e Isabela Pinheiro Pereira, apontadas como executoras da fraude sob o comando do secretário. (Tribuna da Bahia).

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