Internacional Marítima derruba árvores em São Joaquim sem qualquer autorização da Sucop

REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

Os usuários do Sistema Ferryboat tomaram um grande susto no último sábado. Desta vez não foi por conta de nenhum acidente com os navios que fazem a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, que continuam se arrastando na Baía de Todos os Santos. É que a Internacional Marítima, empresa que opera a travessia e administra os terminais, sob concessão do Estado da Bahia, decidiu exterminar as árvores do Terminal de São Joaquim, que aliviavam o sufoco dos usuários em dias de calor intenso, durante a longa espera nas filas daqueles que fazem a travessia de carro para a Ilha.

As árvores do Terminal de São Joaquim foram derrubadas. Elas aliviavam um pouco o sufoco dos usuários nas filas de veículos. A Sucop garante que não autorizou nada. E a Agerba, para que serve a agência? Talvez sirva de escudo para as ações da concessionária Internacional Marítima, que o Governo da Bahia trouxe do Maranhão. (Foto: Jornal da Mídia, 31/04/2014).
As árvores do Terminal de São Joaquim foram derrubadas. Elas aliviavam um pouco o sufoco dos usuários nas filas de veículos. A Sucop garante que não autorizou nada. E a Agerba, para que serve a agência? Talvez sirva de escudo para as ações da concessionária Internacional Marítima, que o Governo da Bahia trouxe do Maranhão. (Foto: Jornal da Mídia, 31/04/2014).

Questionada pelo JORNAL DA MÍDIA, a Superintendência de Conservação e Obras Públicas – Sucop -, através do Setor de Áreas Verdes, informou que não autorizou a derrubada de árvores no Terminal Marítimo de São Joaquim. Diante disso – diz nota da Sucop ao JM -, vai mandar uma equipe hoje (2) à tarde ao local em questão fazer uma vistoria e constatado o fato, a empresa responsável será autuada.

A Sucop é órgão da Prefeitura de Salvador responsável pela concessão de licenças para podagem e derrrubada de árvores. A ação da Internacional Marítima, empresa que o Governo da Bahia trouxe do Maranhão, contra o meio ambiente foi devastadora. Pelo que disse a Sucop, ela não pediu sequer autorização para podar as árvores. Como a Agerba, que “fiscaliza” a companhia maranhense não atua como órgão ambiental, é possível mesmo que tudo tenha sido feito à margem da lei, como sempre acontece em se tratando de sistema ferryboat.

Devia Cuidar Bem era do Ferry – A rapidez com que o serviço foi realizado (crime ambiental) chamou a atenção. Bem diferente da que normalmente a concessionária emprega para fazer reparos e a manutenção das embarcações que servem à população. Basta se observar as condições dos navios, sempre desativados – da frota de 7 embarcações, normalmente só três operam e quando tem quatro os usuários comemoram.

A derrubada de árvores no Terminal de São Joaquim chamou a atenção não apenas de usuários. Prepostos da Agerba instalados no terminal se surpreenderam com a atitude da concessionária. Apesar de ter um contrato de concessão de 25 ano com o Estado, contrato que é ”fiscalizado” pela Agerba, a Internacional Marítima, segundo funcionários da agência, não pode “fazer o que quer” com o patrimônio público.

“Cuidar do terminal, oferecer condições dignas para os usuários, é uma obrigação da concessionária. Não é exterminando árvores de mais de 30 anos, que aliviavam o sofrimento das pessoas, que vai se resolver o problema da situação deplorável dos terminais do ferryboat”, queixou-se a usuária Neuza Oliveira Dias, em e-mail ao JM.

Pombos Atacam – Enquanto isso, o outro terminal, o de Bom Despacho, também explorado pela Internacional Marítima, com concessão da Agerba, a situação segue deplorável. Logo na saída, verdadeiras crateras, que exigem dos motoristas atenção redobrada. Os canteiros assustam pelo matagal e velhos pedaços de panos são colocados em grande parte de sua extensão como se fossem ”cercas”. Uma imagem deprimente para a Bahia, que vai sediar jogos da Copa do Mundo.

E no interior do Terminal de Bom Despacho, se não bastase os buracos, a falta de segurança e o matagal que predominam nas áreas externas, os usuários são obrigados a conviver agora com outro problema: os pombos invadiram a área da estação de passageiros, talvez sentindo a ausência dos donos da área. E as pessoas que estão comprando ou mesmo tentando embarcar, são agraciadas por fezes despejadas em suas cabeças. Portanto, utilizar o ferryboat é sempre constrangedor: o perigo é na terra, no mar ou vem até mesmo de cima.

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3 Comentários

  1. Máriou Nou Júnior

    Tudo armado com a autarquia governamental. Deixem de ser idiotas o contrato é rachado.

  2. Fernanda

    Espero que o grupo político que irá assumir a Bahia em janeiro de 2015 possa desfazer todas as falcatruas criadas pelos mensaleiros

  3. Fedegoso

    Não entendo de política. Até ontem, eu entendia. Não entendo mais.

    Tem um que está praticando a “hiegienização” no entorno do Estádio, de um campo de futebol. Ninguém fala nada. E um subiu o IPTU de todo mundo, só quem pagou foi o pobre. Todo mundo caladinho. E mais um, o mesmo, quer vender todas as propriedades do município(privatização escrachada).

    Como não ceder aos picaretas? Se endurecer com eles vc não governa. Tudo ficou loteado. Questão de grana e de poder. E as autarquias? Vai lá! Só maluco na direção. Época de eleição é assim mesmo. Uma merd….

    Besta é tu!…Cara de ….

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