Marina diz que candidatura não pode ser auxiliar da outra

A ex-senadora Marina Silva, pré-candidata a vice-presidente da aliança PSB-Rede-PPS-PPL, defendeu nesta sexta-feira o fim do pacto de boa convivência entre os pré-candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Ela participou pela manhã do encontro nacional da Juventude em Rede, organizado por jovens militantes da Rede Sustentabilidade, de 23 estados. Marina disse que, no encontro empresarial de Comandatuba, realizado pelo Lide, entendeu que houve uma tentativa de dizer que os projetos dos dois candidatos eram semelhantes, mas quando alguém está muito preocupado em ser semelhante, é porque sabe que é diferente.

— Numa eleição em dois turnos ninguém pode tentar colocar uma candidatura como linha auxiliar da sua. É preciso que a sociedade tenha alternativas. Eu e Eduardo vamos afirmar nossas ideias. O PT e o PSDB tem estruturas tão fortes que até parece que eles acham que tem o direito de ganhar — disse Marina.

A pré-candidata a vice na chapa de Eduardo Campos também deu como encerrada a discussão sobre a manutenção da aliança em São Paulo com o governador tucano Geraldo Alckmin. Ela disse que isso é um fato superado, que o PSB/Rede/PPS terão candidato próprio que será escolhido entre três nomes: Ricardo Young (PPS), Capobianco (Rede) ou Márcio França (PSB). E disse que o escolhido deve ser o que melhor que encarnar o perfil de executor do programa de governo que está sendo elaborado com base no reposicionamento que houve depois da chegada da Rede no PSB. (Maria Lima, O Globo)

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