Polícia identifica autores de chacina no bairro de Marechal Rondon

 Denilson dos Santos Ribeiro, o “DKA” e  Evandro de Oliveira Ramos (Foto: Polícia Civil)
Denilson dos Santos Ribeiro, o “DKA” e Evandro de Oliveira Ramos (Foto: Polícia Civil)
Salvador – A Polícia Civil já identificou os autores das mortes ocorridas nesta quarta-feira (14), na localidade conhecida como Lígia Maria, no bairro de Marechal Rondon, quando cinco pessoas, três delas da mesma família, foram assassinadas a tiros e tiveram os corpos carbonizados. Os traficantes Denilson dos Santos Ribeiro, o “DKA”, Evandro de Oliveira Ramos e um homem de prenome “Urso”, identificados como os executores, e os líderes do tráfico na região, “Índio” e “Roni”, mandantes do crime, já tiveram as prisões solicitadas à Justiça.

Maria da Paixão Pereira, 65 anos, Jadaíra Pereira dos Santos, 28, e Jackson Pereira dos Santos, 27, seus filhos, e uma mulher ainda sem identificação, foram baleados e queimados, num imóvel onde funcionava uma roça de Candomblé, no qual a família de Maria também residia. A quinta vítima, Antônio Claudio dos Santos, 39, chegou a ser socorrido por uma ambulância do SAMU, ao Hospital Geral do Estado (HGE), com 90 por cento do corpo queimado, mas não resistiu, morrendo nesta quinta-feira (15).

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apurou que “DKA”, “Urso”, “Evandro” e um quarto homem chegaram ao local, em um veículo Gol, de cor preta, e passaram a efetuar disparos contra as vítimas, ateando fogo ao imóvel em seguida. Maria foi encontrada no sofá, abraçada à filha, ambas com os corpos parcialmente carbonizados. A outra mulher estava caída ao lado do sofá, e Jackson estava num dos quartos.

Populares conseguiram conter as chamas no imóvel e acionaram a polícia. Minutos depois, outro comparsa dos traficantes, apelidado de “Bambam”, chegou à casa da família vitimada, em uma motocicleta Honda CG 125, de placa JPL-8812, para confirmar a execução do crime. Um dos filhos de Maria entrou em luta corporal com ele, ferindo-o com uma facada no ombro. A lâmina da faca chegou a quebrar e um pedaço ficar preso no corpo de “Bambam”, que fugiu sem levar a motocicleta.

Represália

A polícia trabalha com a hipótese de que a família foi executada em represália a prisão de três integrantes da quadrilha de “Índio”, capturados no início da tarde de quarta-feira (14), durante operação conjunta do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), 4ª Delegacia Territorial (DT/São Caetano) e 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Pirajá), naquela localidade.

Entre os presos está o ex-policial militar Mauro Vinícius Soares, 34, que responde a inquérito por um homicídio ocorrido na região. Mauro foi preso no momento em que prestava socorro, fornecendo algodão e remédios, ao traficante Daniel da Silva Marques, o “Ajeita”, 22, ferido na perna depois de envolver-se num confronto com a polícia.

“Ajeita” e o comparsa Daniel Freitas dos Santos, o “Gordo”, 22, comercializavam drogas em via pública e ao perceberem a aproximação da polícia, iniciaram uma troca de tiros. O primeiro escondeu-se na casa de Mauro e “Gordo” invadiu a casa de Maria, Jandaíra e Jackson, onde foi localizado e preso minutos depois.

Com eles a polícia apreendeu 196 “trouxinhas” de maconha, 154 “papelotes” de cocaína, 70 pedras de crack, celulares, uma capa para colete antibalístico, um coldre, munições para calibre 9mm, material para embalagem da droga, cadernetas com anotações referentes a movimentação do tráfico e uma mochila preta.

Mauro, “Ajeita” e “Gordo” foram conduzidos à 4ª DT/São Caetano e autuados em flagrante por tráfico, associação para o tráfico, tentativa de homicídio e porte ilegal de munição de uso restrito. O ex-PM responde a um inquérito no DHPP, pela morte de Jeilton Silva dos Santos, e passou a trabalhar como segurança da quadrilha de “Índio”.

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