Joaquim Barbosa revoga trabalho de Delúbio Soares fora da prisão

A CUT fez questão de ir buscar o meliante na prisão
Delúbio Soares atuava como assessor da direção da CUT, com salário de R$ 4,5 mil.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, decidiu nesta segunda-feira (12), monocraticamente, revogar o trabalho externo do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado no julgamento do mensalão do PT a seis anos e oito meses de prisão pelo crime de corrupção ativa. A defesa do petista anunciou que irá recorrer ao plenário da Suprema Corte.

Delúbio Soares trabalha na sede da Central Única de Trabalhadores (CUT) em Brasília desde janeiro último. Ele exerce a função de assessor da direção nacional da central sindical, com salário de R$ 4,5 mil. No início da noite desta segunda, ao deixar o local de trabalho, Delúbio não quis dar declarações. Em nota, a CUT informou que cumpriu com todas as exigências da Vara de Execução Penais (VEP) do Distrito Federal e manifestou “estranheza” com a decisão de Barbosa.

A exemplo do que já havia decidido na semana passada em relação a outros três condenados (José Dirceu, Romeu Queiroz e Rogério Tolentino), Joaquim Barbosa entendeu que, embora no regime semiaberto, Delúbio Soares não pode trabalhar porque ainda não cumpriu um sexto da pena, conforme estabelece a Lei de Execução Penal (LEP).

As decisões da semana passada já indicavam que outras autorizações de trabalho externo seriam revogadas. Mais seis condenados do processo do mensalão ainda deverão perder o direito de deixar o presídio, como os ex-deputados Valdemar Costa Neto e João Paulo Cunha.(Mariana Oliveira, do G1)

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