Greve de rodoviários reduz vendas no comércio do Rio, dizem lojistas

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Os comerciantes do Rio calculam perda de 60% nas vendas por causa da greve dos rodoviários. “Muitas lojas estão abertas, mas o grande público não consegue chegar. Considerando que o comércio do Rio fatura cerca de R$ 400 milhões por dia, 60% é uma perda muito significativa”, disse o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas-Rio), Aldo Gonçalves.

Na avaliação do professor de varejo da Fundação Getulio Vargas, Daniel Plá, as perdas irrecuperáveis devem ultrapassar R$ 50 milhões. “Perdas irrecuperáveis são aquelas que o comércio deixa de vender hoje e não consegue vender no dia seguinte”.

Conforme Plá, a Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), área de comércio popular a céu aberto, é uma das áreas mais afetadas, com perdas estimadas em 35%.

Em bairros da zona sul, como Copacabana e Ipanema, Daniel Plá disse que os comerciantes estimam perdas de mais de 50% devido à maior circulação de clientes nessas regiões. O professor avalia que os bairros menos afetados são aqueles que têm vida própria, como Madureira e Bonsucesso, na zona norte do Rio. “Eles têm uma densidade populacional considerável e são menos afetados”, disse.

Um grupo de rodoviários iniciou hoje a paralisação. Eles discordam do acordo fechado entre o sindicato dos trabalhadores e a Rio Ônibus, representante dos patrões, que prevê reajuste salarial de 10% e aumento na cesta básica, passando de R$ 120 para R$ 150 com desconto de R$ 10.

Notícias Relacionadas