Caixa prevê aumento da demanda por financiamento para compra da casa própria

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, fez hoje (2) uma previsão de alta na demanda por financiamentos para a compra da casa própria nos próximos anos, cujo valor deve ficar entre 10% e 15% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas geradas no país. “Nós saímos da média 1,6% de participação em relação ao PIB para os atuais 8,6%”, destacou.

Na avaliação dele, como existe uma demanda de consumidores com potencial para tomar crédito e uma carência por imóveis, as contratações vão continuar em expansão. Porém, Hereda reconhece que o ritmo dos negócios tende a ser mais lento.

O presidente da Caixa defendeu maior disponibilidades de recursos também nas demais instituições. Até março, a Caixa assinou mais de 349 mil contratos habitacionais no valor total de R$ 25,32 bilhões. Só os desembolsos por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida somaram, desde o seu lançamento, 3,3 milhões de unidades.

Hereda deu as informações ao participar da cerimônia de abertura da décima edição do Feirão Caixa da Casa Própria, no Parque Anhembi. O evento vai até domingo (4) na capital paulista. Hoje, bem antes de serem abertos os portões, formou-se uma imensa fila de interessados nas ofertas que englobam mais de 147 mil imóveis na capital, na Grande São Paulo e na Baixada Santista. Do total, 33 mil são novos e 114 mil usados e há ofertas desde as mais populares até construções mais caras. O maior valor chega a US$ 5,6 milhões.

Grande parte dos interessados foi ao feirão em busca de uma moradia vinculada ao Programa Minha Casa, Minha Vida, cujo teto financiado é R$ 190 mil. É o caso, por exemplo, do mecânico de manutenção Reinado Nicolini Júnior, de 29 anos. Recém-casados e sem filhos, ele a mulher procuravam uma casa com valor até R$ 200 mil. “A facilidade aqui está muita, encontrei um apartamento com valor bem inferior, de R$ 150 mil e financiamento de 90%”, comemorou ele, enquanto aguardava a aprovação do crédito.

O evento reúne 83 construtoras, 57 imobiliárias, além de corretores. Em um dos estandes de construtoras, a doméstica Roseane Alves Santos, de 31 anos, disse estar à procura de apartamento na zona sul, na região de Taboão da Serra, na faixa de R$ 170 mil. “Aqui é mais em conta pra mim.” Letícia Burkert, de 19 anos, contou que já tinha percorrido vários estandes. “Eu estou procurando financiamento de 100% e com preferência na zona sul”, explicou ela, com a expectativa de adquirir uma casa ou apartamento no valor de R$ 250 mil.

Daniela Ferrari, diretoras de negócios de uma das construtoras, informou que a maior parte das pessoas que vão ao feirão interessadas em aproveitar os subsídios do Programa Minha Casa, Minha Vida é formada por famílias com renda entre três e seis salários mínimos. “São famílias de jovens recém-casados ou famílias que querem sair do aluguel já com filhos e querem dar uma estabilidade à família”, destacou.

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