Balcão da Justiça quer reconciliar pais para preservar as crianças

Amanhã (25) é o Dia Internacional da Conscientização e Luta contra a Alienação Parental. Para quem não sabe, trata-se de tentar reduzir os efeitos das brigas de ex-cônjuges que resultam no afastamento do pai ou da mãe do convívio dos filhos, gerando infelicidade para todos.

Funciona assim: o pai fala mal da mãe para o filho ouvir. A mãe rebate e descreve um perfil negativo do pai. Para reduzir os efeitos destas brigas que prejudicam as crianças, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia firmou parceria com a Associação Brasileira Criança Feliz.

São 16 milhões de crianças no Brasil sofrendo por causa destes bate-bocas que atingem todas as classes sociais e não só a periferia. Entre as categorias, estão médicos, professores, psicanalistas, empresários, fisioterapeutas, bombeiros, universitários e jogadores de futebol.

A iniciativa integra o projeto piloto do Balcão de Justiça e Cidadania de Irmã Dulce, na Cidade Baixa. A ideia é prestar assistência na área dos conflitos que atingem a família por causa da chamada alienação parental.

Para o juiz Alberto Raimundo dos Santos, da 6ª vara cível e presidente do Instituto Brasileiro de Direitos de Familia, seção Bahia, o julgamento destas questões implica estudo psicológico e serviço de apoio à família, com participação de assistentes sociais.

Afirmou o juiz Alberto Raimundo dos Santos que, no caso da alienação parental, ‘é estratégico arrefecer os ânimos, para chegarmos ao equilíbrio e a um consenso”, pois segundo ele, “o tempo acalma e permite melhores soluções para estes litígios”.

O magistrado lembrou que a prova de alienação parental é difícil de produzir por tratar-se de tema de forte subjetividade. “É preciso levar em conta, também, nestes casos, a paternidade sócio-afetiva ou biológica. Felizmente, já há casos de compreensão entre as partes”, afirma.

Segundo o coordenador Alberto Abbehusen, que representa o Tribunal de Justiça na parceria, é cada vez mais comum, infelizmente, “as brigas que desqualificam o pai ou a mãe, e impede uma das partes de ter um bom relacionamento com os filhos, gerando infelicidade”.

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