Aspra de Marco Prisco é contra aquartelamento e diz que sociedade precisa de paz

Marco Prisco vai cumprir prisão preventiva de 90 dias na Papuda, em Brasília.
Marco Prisco vai cumprir prisão preventiva de 90 dias na Papuda, em Brasília.
Em carta aberta à população da Bahia, divulgada nesta manhã de sábado (19), a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra) afirma que “sempre prezou pela manutenção da ordem pública” e não apoia um “processo de aquartelamento” dos policiais em protesto contra a prisão do vereador Marco Prisco (PSDB), presidente da entidade e líder do movimento grevista da PM.

Na nota, a Aspra também informa que passou a noite de sexta-feira (18) e a madrugada deste sábado discutindo “posicionamento frente a tropa” diante da prisão do diretor-geral da associação, que foi preso por policiais federais na tarde desta sexta, a pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA). Prisco foi localizado em um resort na Costa do Sauípe, no Litoral Norte, e transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, presídio de segurança máxima onde irá cumprir o mandado de prisão preventiva por 90 dias.

Leia a íntegra da carta divulgada pela ASPRA:

“CARTA ABERTA AOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES E À SOCIEDADE BAIANA

A ASPRA vem a público informar que sempre prezou pela manutenção da ordem pública, e vem fazendo um esforço imenso para reverter uma possível paralisação espontânea da tropa, em razão da prisão de Marco Prisco, Coordenador Geral da entidade.

Entendemos que a prisão preventiva foi sem fundamento, pois, a partir do momento em que as atividades foram normalizadas, perdeu-se o objeto da ação que a motivou, além de que o momento foi inapropriado diante das recentes manifestações ocorridas na Policia Militar e principalmente quando o clima de tranquilidade retornava à sociedade civil e ao seio da tropa.

É importante reforçar que embora o mandado de prisão tenha sido expedido pela Justiça Federal, o mesmo foi solicitado de maneira velada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (que vem negando publicamente a sua participação no episódio), inclusive, no mesmo período em que o próprio Marco Prisco ainda tentava, através da negociação com a área sistêmica do governo, evitar o movimento que acabou sendo deflagrado pela tropa em assembleia do ultimo dia 15.

Durante toda a noite de ontem e madrugada de hoje, a entidade discutiu como seria seu posicionamento frente a tropa, sabendo que sua decisão servirá de norte aos policiais que corroboram com seus ideais, a ASPRA entende que um processo de aquartelamento neste momento, poderá trazer mais desconforto e insegurança para todos, policiais e sociedade civil.

A ASPRA continuará em permanente ALERTA ao desenrolar dos fatos nos próximos dias e buscando sempre manter o diálogo.

Por fim, a sociedade precisa de PAZ e os policiais militares farão o possível para proporcionar o retorno da tranquilidade social.”

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