Prefeitura monta plano emergencial de saúde durante a greve

Garantir o socorro à vida. Este é o objetivo do plano de ação montado hoje pela Secretaria Municipal da Saúde após o aumento considerável dos casos de agressões por armas de fogo e branca que deram entrada na rede pública de saúde. Entre às 7h desta quarta-feira e às 7h de hoje, foram registradas 70 ocorrências: 64 vítimas de arma de fogo e seis de arma branca.

“Estamos vivendo um movimento totalmente atípico. O SAMU geralmente recebe cerca de três chamados por dia relacionados à esses tipos de agressão e, apenas nas últimas 24 horas, tivemos um aumento alarmante. Nos reunimos logo pela manhã com coordenadores do SAMU e das unidades municipais de pronto atendimento, e nossa primeira decisão foi reforçar o número de profissionais médicos na rede, que neste momento já conta com 23 profissionais a mais. Também convocamos a rede privada de hospitais para garantirmos leitos cirúrgicos, ortopédicos e clínicos às ocorrências”, explicou o secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, ao divulgar que 24 pacientes ainda aguardam transferência das unidades municipais de emergência.

Durante a reunião realizada com a rede hospitalar privada na sede da Secretaria Municipal da Saúde, no Comércio, compareceram representantes dos hospitais Santa Izabel, Português, Irmã Dulce, Martagão Gesteira e São Rafael, bem como da Secretaria Estadual da Saúde. As cinco unidades juntas já disponibilizaram 40 leitos ao Sistema Único de Saúde. “Já tivemos o compromisso dos diretores de que ao longo do dia novos leitos serão abertos às demandas do SUS para desafogar os hospitais públicos”, completou José Antônio Alves, destacando o papel importantíssimo da rede hospitalar estadual. Isso porque 90% dos atendimentos às vítimas foram absorvidos pelos HGE, Hospitais do Subúrbio, Ernesto Simões e Robertos Santos.

Também foi anunciada a criação de uma sala de estabilização da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Valéria, com cinco leitos e equipe cirúrgica 24 horas. Essa unidade servirá de triagem dos pacientes para os grandes hospitais. “No momento em que o paciente não puder dar entrada de maneira imediata na rede hospitalar, eles serão referenciados para a UPA Valéria, onde será realizado o primeiro ato cirúrgico”, concluiu.

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