Wagner: “Grevistas estão apostando no caos para assustar a população”

Wagner: "Esta greve tem um caráter político, porque está sendo conduzida por dois candidatos", disse  o governador, em referência a Marco Prisco, candidato a deputado estadual pelo PSDB, e Capitão Tadeu, que é deputado estadual pelo PSB e deve concorrer a uma das vagas para deputado federal.(Foto: Secom/Divulgação)
Wagner: “Esta greve tem um caráter político, porque está sendo conduzida por dois candidatos”, disse o governador, em referência a Marco Prisco, candidato a deputado estadual pelo PSDB, e Capitão Tadeu, que é deputado estadual pelo PSB e deve concorrer a uma das vagas para deputado federal.(Foto: Secom/Divulgação)
O governador Jaques Wagner diz que não teve contato com a contraproposta elaborada pelos policiais grevistas e que ainda não há previsão de finalização da greve de policiais militares. Durante coletiva à imprensa, na tarde desta quarta-feira (16), Wagner afirmou que a população pode sair às ruas e avalia o movimento de paralisação como eleitoreiro. Para ele, os grevistas não estão acostumados com a abertura de diálogo e estão “apostando no caos para assustar a sociedade e o governo”. “Essa greve é ilegal, inconstitucional e unilateral. Nos últimos sete anos e meio, a PM acumulou ganho real de 60%”.

O balanço da situação para jornalistas foi feita depois de reunião, que durou cerca de uma hora, que contou com a presença dos presidentes da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo; do Tribunal de Justiça, desembargador Eserval Rocha; do comandante da 6ª Região Militar, general Racine Bezerra Lima; do chefe do Ministério Público da Bahia, procurador Marcio Fahel, e do representante do Ministério Público Federal na Bahia, Pablo Coutinho.

“Esperamos que os policiais cumpram a sua missão de garantir a segurança e que o processo negocial continue. Não vou tirar [o fato] da contaminação política do processo. Falei com Joaquim Barbosa [presidente do Supremo Tribunal Federal] e ele disse que existe posição consolidada de que as forças militares não têm direito à greve. Essa é uma compreensão unânime”, afirmou.

O governador acrescentou que, desde a primeira reunião com os representantes das associações de policiais sobre o Plano de Modernização da PM, foi informado que a questão salarial não seria contemplada.

De acordo com Wagner, os valores apresentados pelas associações como contraproposta em relação ao reajuste salarial são “irreais”, principalmente porque o governo ainda paga o reajuste do movimento de 2012. “Quando abri o conjunto de trabalhos deixei logo claro de que não se tratava de negociação salarial”, diz. Ele afirma que acredita que a paralisação atual não vai afetar a chapa do governo nas eleições deste ano. (G1/TV Bahia)

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