Fracasso do Vitória passa pela mediocridade de uma gestão amadora

Com todo respeito, mas Carlos Falcão  (à direita)  é uma invenção de Alexi Portela.  Foi ele quem tornou  Falcão, seu braço direito, o homem que "consertou as finanças do clube". Como se isso bastasse ou fosse condição suficiente para alguém presidir um time de massa e com a grandeza do Leão.
Com todo respeito, mas Carlos Falcão (à direita) é uma invenção de Alexi Portela. Foi ele quem tornou Falcão seu braço direito, o homem que “consertou as finanças do clube”. Como se isso bastasse ou fosse condição suficiente para alguém presidir um time de massa e com a grandeza do Leão.

DA REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

Nem o mais pessimista torcedor do Vitória poderia imaginar um início de temporada tão melancólico. Elenco inexpressivo, gestão medíocre, campanhas sofríveis, negócios mal-explicados, derrotas vergonhosas. Deboche, humilhação, avacalhação. No cargo há menos de quatro meses, o presidente Carlos Falcão conseguiu – com uma só tacada – desmontar um grupo bom e vencedor e empurrar o clube para a crise. Não há nada – absolutamente nada – que se salve na atual gestão.

Sejamos justos: Alexi Portela Jr., ex-presidente do clube, tem uma imensa parcela de culpa pelo que aí está. Foi ele quem inventou Falcão, seu braço direito, o homem que “consertou as finanças do clube”. Como se isso bastasse ou fosse condição suficiente para alguém presidir um time de massa. O Conselho foi na onda e elegeu Falcão quase por unanimidade num processo eleitoral nada democrático, quase fantasioso. Os conselheiros foram omissos e compactuaram com a coisa errada.

Sejamos justos mais uma vez: Alexi até que merecia fazer o seu sucessor. A torcida acreditava que o clube havia atingido um novo patamar no ano passado. O presidente fez tudo certo. Montou um bom elenco no início do ano, ganhou o Campeonato Baiano como quis, humilhou o rival, chegou no Brasileiro com o grupo certinho e arrumado. Quase consegue uma vaga na Libertadores. A massa acreditava que esse mesmo modelo seria repetido por Falcão. Que nada. Tudo ao contrário.

Agora fica a dúvida: será que o ex-presidente fez tudo aquilo em 2013 apenas e tão somente para impressionar e assim garantir a eleição de Falcão? A torcida foi enganada?

O Vitória foi desmantelado em 2014. Que administração é essa? Isso é ser profissional? Cadê a continuidade?

O atual presidente sequer conseguiu manter a base de 2013. Pior: sem experiência no ramo, foi incapaz de construir um grupo novo, confiável e vencedor. Onde estão os substitutos de Vitor Ramos, Gabriel Paulista, Kadu, Escudero, Renato Cajá e Maxi? Cadê os reforços? Lucas Zen? Hugo? É mesmo presidente?

Uma prova da negligência e da irresponsabilidade: o Vitória decidiu o Campeonato Baiano contra o seu maior rival com uma defesa improvisada – Luiz Gustavo é meia e Mateus Salustiano é um projeto de jogador. A prova do fracasso: o Vitória de 2014 só conseguiu vencer times inexpressivos, quase amadores. Quando encarou os medianos o melhor que arrumou foi um empate. Foi surrado pelo América-RN, atropelado pelo Bahia e espancado pelo Ceará.

A política de contratações da atual diretoria é um vexame. Conduziu mal, muito mal a renovação do contrato de Maxi. Quem ninguém se iluda: só renovou com Escudero porque sabia que se assim não fizesse o argentino também iria jogar no Bahia.

A contração do zagueiro Rodrigo Defendi, então, é um escárnio: ano passado, o rubro-negro tentou a sua contratação, mas ele esnobou e preferiu assinar com o Botafogo. Não jogou uma única partida. Sem mercado, desembarcou na Toca. O rapaz não tem a menor noção do que é bola. Culpa dele? Não. De Falcão que aprovou o negócio. No primeiro Ba-Vi da final aquela falha bizarra.Rodrigo Defendi é o Gélson (goleiro da decisão do Baiano de 79) do século XXI.

Sem título baiano e do Campeonato do Nordeste, a ano do Vitória está perdido, jogado no lixo. Ou alguém acredita que esta diretoria terá competência de, em uma semana, montar um elenco forte e capaz de vencer uma Copa do Brasil ou Brasileirão?

Muitos dirão: “Que valor tem Campeonato Baiano ou Nordestão?”. Muito valor. Foi ganhando Ba-Vis e conquistando títulos regionais que o rubro-negro cresceu, ganhou importância, passou a incomodar e machucar o rival. Foi maltratando o Bahia e levando títulos baianos que aquele grupinho de torcedores virou uma multidão apaixonada, que não tem vergonha de vestir o manto sagrado  e ir para o embate.

O Vitória de 2014 é cara de sua diretoria: um time sem identidade, sem vontade, sem ambição, sem qualidade, sem sangue, sem alma, sem pegada, sem sal, sem açúcar, sem sintonia com a torcida. Passivo, frio, entregue, incapaz de qualquer reação.  O Vitória de 2014 ficou menor. E isto também vai para a conta de Alexi Portela e de Carlos Falcão.

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4 Comentários

  1. lobo

    Diretoria de merda,só gera time de merda,agora eu quero ver as falconetes de plantão que viviam babando os ovos desses filhos… dizer algo!

  2. lobo

    Diretoria de merda,só gera time de merda,agora eu quero ver as falconetes de plantão que viviam babando os ovos desses filhos… dizer algo!

  3. Antonio Melhor

    O ano passado a direção acertou por conta das eleições.

    Ainda hoje será lançado um movimento por alguns sócios-torcedores para modificação do estatuto do clube, visando aprovação de eleições diretas.

    Pelo atual estatuto, elbaorado por essa corja de paroveitadores, só eles poderão se candidatar a presidência do clube.

    Os conselheiros são na sua maioria mediocres que nem a atual diretoria.

  4. Antonio Melhor

    O ano passado a direção acertou por conta das eleições.

    Ainda hoje será lançado um movimento por alguns sócios-torcedores para modificação do estatuto do clube, visando aprovação de eleições diretas.

    Pelo atual estatuto, elbaorado por essa corja de paroveitadores, só eles poderão se candidatar a presidência do clube.

    Os conselheiros são na sua maioria mediocres que nem a atual diretoria.

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