Ituano vence o Santos nos pênaltis e faz história com bi paulista

Santos e Ituano fizeram na tarde deste domingo, no estádio do Pacaembu uma partida dura, tensa, nervosa, digna de uma final de Campeonato Paulista. O time da Vila Belmiro venceu no tempo normal com Cícero se redimindo do pênalti perdido na primeira final, mas o resultado magro – 1 a 0 -, levou a decisão para os pênaltis, onde o Ituano foi superior e venceu por 7 a 6.

Empurrado por quase 40 mil pessoas num Pacaembu lotado, o Santos deu pinta de que pressionaria o Ituano ainda no começo da partida, pois aos dois minutos teve um escanteio a seu favor que Geuvânio cobrou fechado. A bola passou à frente do gol, sem que ninguém a tocasse. No entanto, o Ituano era matreiro e sabia controlar a partida na base da catimba, o que deixou o clima quente no gramado.

Sem que o jogo fluísse tanto, as chances de gols foram raras. Leandro Damião chutou para defesa tranquila de Vagner, aos 16 minutos e o mesmo atacante santista, já aos 24 minutos, fez jogada pela ponta esquerda e jogou a bola para a área. No bate-rebate, melhor para a defesa ituana. Três minutos mais tarde, porém, veio a resposta dos interioranos quando Anderson Salles cobrou falta direto para o gol e viu Aranha dar rebote assustando a torcida santista.

As grandes defesas do primeiro tempo, porém, foram mesmo do goleiro Vagner. Aos 32 minutos Cícero cobrou falta da entrada da área e viu o camisa um ituano fazer boa defesa. No minuto seguinte, Cicinho foi ao fundo pela direita e cruzou para Thiago Ribeiro cabecear forte e Vagner novamente defender, mas desta vez com o peito.

Os lances empolgaram e trouxeram a torcida de volta ao jogo. O Santos tentou corresponder indo pra cima do adversário e esteve muito perto do gol aos 39 minutos. Geuvânio cruzou para Leandro Damião que escorou no meio para Cícero que chegou atrasado na bola. O zagueiro Alemão ainda tocou nela que saiu rente à trave do goleiro Vagner.

Com o Ituano sem conseguir armar bons contra-ataques, o gol santista amadurecia e aconteceu já aos 46 minutos do primeiro tempo quando Cícero teve chance de se redimir do pênalti perdido no domingo passado. Ele mesmo foi derrubado dentro da área e com personalidade bateu para vencer o goleiro Vagner e abrir o placar na decisão.

Em desvantagem no placar que levava a disputa do título para os pênaltis, o Ituano voltou mais disposto a jogar no segundo tempo e esteve perto de criar situações perigosas para o goleiro Aranha. Na mais flagrante, aos 8 minutos, o time do interior avançou com quatro atletas contra a dupla de zaga Neto e David Braz que, na sequência reforçados por Alison, conseguiram rechaçar sem que o goleiro santista trabalhasse.

Tal como no primeiro tempo, o Santos demorou a engrenar e viu o Ituano ter maior posse de bola e procurar mais o ataque de forma que assustava a defesa santista, mas pouco o goleiro. Isso perdurou até os 23 minutos, quando Rildo deixou Geuvânio na frente do goleiro Vagner, que viu, aliviado, a bola sair mansa, rente à trave direita.

Com o Santos acordado, o jogo ficou franco, com os dois times se atacando, em busca do título no tempo normal. Mesmo assim as defesas trabalhavam bem. A do Ituano viu, aos 29, Cícero cabecear bola perigosa para fora, mas a santista viu, aos 38 minutos, Aranha fazer ótima defesa em cobrança de falta de Anderson Salles.

Os minutos finais de jogo foram tensos, como todos os que precedem uma possível decisão por pênaltis. Mas, ainda assim os dois times tinham propostas ofensivas, sem esperar pelo empate. Empurrado pela torcida o Santos tomava a iniciativa, mas o Ituano jamais abdicou de atacar. As duas defesas, porém, prevaleceram e a decisão do título foi para os pênaltis.

Na decisão por penalidades máximas, Aranha defendeu o de Anderson Salles logo na segunda cobrança e Rildo bateu na trave na quarta cobrança santista, deixando o placar em 3 a 3 na última cobrança da série de cinco, que terminou 4 a 4. Nas alternadas, o goleiro Vagner pegou o pênalti de Neto e deu o título ao Ituano.

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