Deputado do PT fez lobby até para agências de propaganda

CLÁUDIO HUMBERTO

Os negócios do deputado André Vargas (PT-PR) não se limitam a venda de remédios para o Ministério da Saúde, a serviço do doleiro Alberto Youssef. O vice-presidente da Câmara também é apontado como padrinho da agência de publicidade Borghi/Lowe, que divide com outras três a conta de R$ 220 milhões da propaganda do Ministério da Saúde, além de partilhar a conta anual de R$ 400 milhões da Caixa.

A ‘explicação’ – A agência Borghi/Lowe em Brasília é dirigida pelo paranaense Ricardo Hoffmann, muito ligado ao deputado André Vargas.

Esquema paranaense – Na Caixa, André Vargas influiu também na escolha da agência Heads, paranaense como ele. E Clauir Santos, o chefe de Marketing da CEF.

Amigos e sócios – A Polícia Federal acredita que os amigos paranaenses André Vargas e Youssef são também sócios, compartilhando jatinho e outras benesses.

Venda milionária – Vargas interferiu para o Ministério da Saúde adquirir R$ 150 milhões em remédios do laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia.

Como Demóstenes – Demóstenes Torres foi cassado sob a acusação de haver mentido, no plenário do Senado, sobre sua ligação ao bicheiro Carlos Cachoeira. A oposição acha que merece destino idêntico o deputado André Vargas (PT-PR), que mentiu três vezes sobre suas relações com um criminoso (Coluna de Cláudio Humberto)

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