Divisão na oposição impediria segundo turno na Bahia

LUÍS AUGUSTO GOMES

A semana começa com a expectativa da definição, possivelmente quarta-feira, do candidato da oposição ao governo do Estado, e um experiente parlamentar vaticina: “Se a oposição não costurar a unidade, vai apanhar feio no primeiro turno”.

A Bahia, segundo o deputado, “não tem a cultura do pluripartidarismo”, o que é atestado pelo fato de que, desde que foram instituídas as eleições em dois turnos, somente em 1994 a decisão não ocorreu no primeiro turno.

“Ainda assim”, argumentou, “naquele ano, Paulo Souto teve 49,7% dos votos, e o turno final contra João Durval foi apenas para cumprir tabela, uma homologação”.

Nos demais pleitos do período, venceram sem precisar de segundo turno os candidatos Antonio Carlos Magalhães (1990), César Borges (1998), Paulo Souto (2002) e Jaques Wagner (2006 e 2010).

Entende a fonte que “a tendência do eleitor é votar em quem está em primeiro lugar, e em geral é o candidato do governo que ocupa essa posição, em razão da força da máquina”.

Para o parlamentar, se resultar uma desavença ou mesmo uma simples mágoa da escolha, agora, de Souto ou de Geddel Vieira Lima, “será uma reedição da eleição de 2010”.

Indagado sobre a candidatura da senadora Lídice da Mata, que sempre foi vinculada ao governismo atual e por isso poderia tirar votos do petista Rui Costa, mostrou-se incrédulo:

“Lídice tira votos dos dois lados, porque o voto dos grandes centros hoje não tem controle nem ligação política, o eleitor se baseia mais na propaganda da televisão”. (Por Escrito)

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