Aprovação da compra da refinaria nos EUA pode virar calo no pé de Wagner

Governador Jaques Wagner (A Tarde)
Governador Jaques Wagner
LUÍS AUGUSTO GOMES

O governador Jaques Wagner que se prepare, pois será infinitamente mais fácil explicar a indicação de João Leão para vice de Rui Costa do que seu voto favorável à desastrosa compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Wagner não vê “nada de errado” numa operação em que, devido a cláusulas contratuais que nem a então ministra Dilma Rousseff nem os demais membros do Conselho de Administração chegaram a conhecer, a estatal terminou pagando um preço 28 vezes maior que o original.

“Nunca se desceu a detalhes de ver cláusula por cláusula de um processo desses”, disse à imprensa o governador, acrescentando que os conselheiros não iriam “ler um relatório de três mil páginas”, o que conduz à inevitável dúvida sobre o que ele e seus pares estavam fazendo lá.

O governador afirmou ainda que “a decisão unânime [dos conselheiros] sinaliza que, naquele momento, a aquisição era uma boa opção”, o que significa, na verdade, que não houve debate ou questionamento, mesmo porque nada sabiam do conteúdo essencial do contrato. Enfim, uma irresponsabilidade geral.

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Wagner amplia placar de Imbassahy – A seção Tiroteio, da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, traz frase do líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy: “Dilma precisa entrar em um acordo com Gabrielli e Graça Foster sobre quem está mentindo: o placar está 2 a 1 contra ela”.

Como se pode deduzir, uma alusão ao fato de o ex e a atual presidente da Petrobras terem contestado a tese da presidente da República de que os dados que basearam a decisão sobre a refinaria eram “técnica e juridicamente falhos”.

Se Imbassahy ficasse mais um pouquinho no estádio, veria que Wagner também balançou as redes, aumentando o placar para 3 a 1. O governador sempre foi mestre em agradar a presidente, mas, desta vez, é plenamente compreensível, porque é sua pele que está em jogo. (Por Escrito)

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2 Comentários

  1. Embaçador

    A notícia não diz quando foi a compra, mas foi em 2006. Estamos em 2014, ano eleitoral. Ou seja, 8 anos após a aquisição questionam a lisura da compra, do fato, em pleno ano eleitoral. Cadê o jornalismo investigativo QUE JÁ DEVERIA TER LEVANTADO A LEBRE FAZ TEMPO?
    A NOTÍCIA É PLATAÇÃO COM INTERESSES MAIS ESCUSOS QUE A DITA COMPRA?, JUSTIFICANDO O VELHO ADÁGIO:

    EM TEMPO DE GUERRA E ELEIÇÃO A VERDADE É A PRIMEIRA QUE SOFRE?

  2. Embaçador

    A notícia não diz quando foi a compra, mas foi em 2006. Estamos em 2014, ano eleitoral. Ou seja, 8 anos após a aquisição questionam a lisura da compra, do fato, em pleno ano eleitoral. Cadê o jornalismo investigativo QUE JÁ DEVERIA TER LEVANTADO A LEBRE FAZ TEMPO?
    A NOTÍCIA É PLATAÇÃO COM INTERESSES MAIS ESCUSOS QUE A DITA COMPRA?, JUSTIFICANDO O VELHO ADÁGIO:

    EM TEMPO DE GUERRA E ELEIÇÃO A VERDADE É A PRIMEIRA QUE SOFRE?

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