ACM Neto atocha em cima do Vitória com IPTU exorbitante de R$ 3 mi para Barradão

Torcedor do Vitória tem que saber protestar contra esses governantes que tudo fazem para inviabilizar o patrimônio do clube.
Torcedor do Vitória tem que saber protestar contra esses governantes e políticos aproveitadores que tudo fazem para inviabilizar o patrimônio do clube.
Se não bastasse a falta de interesse e o menosprezo dos governos estadual e municipal, que nunca se preocuparam em tornar a região de entorno do Estádio Manoel Barradas, o Barradão, de condições mínimas de infraestrutura para melhorar as condições de vida dos moradores e facilitar o acesso do torcedor àquela praça esportiva, se noticia agora que a Prefeitura de Salvador anuncia que a cota do IPTU do Vitória será de R$ 2,870 milhões em 2014.

O reajuste em relação a 2013 chega a quase 1.000%. Isso mesmo, 1.000%. Além de representar uma sangria no orçamento do clube, que para pagar esse valor terá até mesmo que vender jogadores, a medida parece que é apenas mais uma que visa inviabilizar o maior patrimônio do clube, construído com muito empenho e dedicação de verdadeiros abnegados.

O Vitória é uma instituição sem fins lucrativos, mas parece que o parâmetro utilizado pela Prefeitura é de que o estádio do clube é um shopping center tipo o Salvador Shopping ou Iguatemi. Nas redes sociais, comunidades de torcedores não estão poupando o prefeito ACM Neto, torcedor do Bahia.

E não poderia ser diferente, já que o poder municipal, como já foi dito, não move uma palha em favor do Barradão, que levou desenvolvimento ao bairro de Canabrava e adjacências e mais dignidade para os moradores. Além de não fazer nada, a Prefeitura ainda contribui para infernizar a vida dos torcedores, porque continua sem disciplinar o trânsito ou a ”inventar” obras tapa-buraco justamente em dias de jogos.

Do outro lado, o Governo do Estado também nada faz, não desembolsa nada e fecha os olhos para a situação do Barradão. Mais que isso: dificulta no que for possível, a construção do acesso da Avenida Paralela ao estádio. O Ministério de Turismo liberou há quase um ano a verba de R$ 5 milhões para a implantação da via. O governo Wagner enrola como pode e já anunciou quase uma dezena de vezes a apresentação do projeto, que sempre é adiado.

Ontem, no Estádio de Pituaçu, grupos de torcedores recolhiam assinaturas para um abaixo-assinado dirigido ao governador do Estado, exigindo a execução da obra. Chegou o momento de a Diretoria do Vitória tomar uma atitude para valer, se é que pode e tem condições para tanto. Convocar as torcidas organizadas para um protesto contra esses políticos que nada fazem pelo clube e ainda se empenham em prejudicar a instituição.

E é bom que o torcedor também tenha em mente que 2014 é ano de eleições e saiba responder a esse bando de espertos que se aproveitam do pleito para pedir votos, inclusive políticos que sempre se elegem às custas de torcedores do Vitória. Só citando alguns: José Rocha, Marcelo Nilo, Otto Alencar, Paulo Magalhães, entre outros.

E agora ainda tem o engenheiro elétrico Robinson Almeida (PT), que é secretário de Comunicação de Wagner, e que parece querer tornar a Toca do Leão o seu comitê de candidato a deputado federal. O torcedor do Vitória tem que protestar e não permitir que o seu clube seja controlado por partidos políticos, a exemplo do Esporte Clube Bahia, que agora parece ser propriedade do PT-Bahia.

A propósito do IPTU do Barradão, leia abaixo o comentário do engenheiro Walter Seijo, ex-diretor do Vitória, postado hoje em seu Facebook:

Hora de coragem, momento de enfrentamento.

Esta turma que dirige o Vitória só tem uma alternativa com relação a este assunto IPTU: não pagar e recorrer à Justiça.

Em 2014 a população de Salvador tem sido surpreendida ao receber os carnês de IPTU com aumentos absurdos. Salvador é a 22ª capital mais pobre do Brasil e as famílias e os empresários, principalmente os pequenos e médios, não suportam pagar este imposto com o aumento que foi determinado.

A Prefeitura de Salvador alega que apenas corrigiu o valor venal porém manteve a alíquota elevada, deveria ter feito a redução e não fez.

O princípio da razoabilidade foi rompido, este aumento escandaloso e abusivo não pode ser aceito e em determinados casos, como o do Vitória, requer o ajuizamento de uma ação para que seja determinado um valor justo pelo poder judiciário.

O fato do presidente atual ser ilegítimo o deixa mais fraco para agir, mesmo assim não lhe resta outra alternativa, se consentir e não reagir adequadamente será uma demonstração inequívoca de fraqueza.

O Vitória não tem um líder, o Vitória precisa de um líder.

Walter Seijo

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